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Mostrando postagens de Maio 22, 2016

A fé dos homens

Eleições antecipadas? Só se forem gerais

Muitos pedem eleições presidenciais para o país sair do atoleiro em que se encontra.

Dizem que nem o Sr. Mesóclise, nem a presidenta Dilma, têm condições de pacificar os ânimos políticos e inspirar uma retomada do crescimento econômico.

Para esses, a melhor saída é antecipar as eleições presidenciais de 2018.

A solução seria até discutível se essas eleições fossem gerais - ou seja, não só para a Presidência, mas para o Congresso e o Senado, Executivo e Legislativo.

Sem isso, qual seria o destino do presidente eleito, mesmo que fosse por esmagadora maioria, se não continuar refém do pior Congresso da história do Brasil - um Congresso que expôs toda a sua insignificância intelectual, moral e ética na votação pela admissibilidade do processo de impedimento presidencial?

Além das eleições gerais, para que a medida tivesse o mínimo de possibilidade de dar certo, o financiamento privado de campanha teria de ser proibido, e os candidatos teriam de dispor de tempo suficiente para expor seus progra…

Para Dieese, mercado de trabalho vai se deteriorar ainda mais

"Impactos da recessão econômica e do ajuste fiscal sobre o mercado de trabalho no Brasil" é o nome da última Nota Técnica publicada pelo Dieese.

Suas conclusões: 

"A expressiva deterioração do mercado de trabalho brasileiro, em marcha acelerada desde o ano passado, é resultado direto da rápida diminuição do crescimento econômico, que, por sua vez, tem como causas um conjunto variado de fatores, externos e internos, conforme já salientado.

"O desaquecimento da economia brasileira tornou-se mais evidente somente em 2012, quando as políticas anticíclicas, já fortemente baseadas em desonerações fiscais, perderam a capacidade de manter o Brasil relativamente imune à desaceleração da economia mundial, em curso desde 2008. 

"Este fato por si só, ao diminuir a demanda e os preços das commodities,  e, portanto, o espaço fiscal para o manejo de tais políticas, exigiria a adoção de medidas corretivas para que o crescimento econômico fosse preservado, tanto quanto possível, e…

Pátria deseducadora

Brasil volta ao que era: uma gigantesca colônia

Um das heranças mais malditas desse inacreditável governo "interino" que substitui, à força de um golpe, a presidenta Dilma Rousseff, já é visível: o Brasil volta a ser, perante todo o mundo, aquele país gigante sem nenhuma importância geopolítica, nenhuma expressão nos fóruns e entidades internacionais, nenhuma ambição de se tornar uma potência respeitada.

O Brasil dá marcha a ré aos tempos em que o seu embaixador nos Estados Unidos tinha de se submeter a uma revista, sendo, inclusive, obrigado a tirar os sapatos, para poder entrar naquele país, que, é quase certo, teve influência decisiva na derrubada da presidenta Dilma.

Entre seus acertos, os governos trabalhistas se esforçaram - e, sob certos aspectos, conseguiram - tirar o Brasil do domínio americano, estabelecendo relações comerciais e diplomáticas fortes com outras áreas do planeta, principalmente a África, onde a presença chinesa é fortíssima, países em desenvolvimento abaixo da linha do Equador, a própria China e os …

O traje faz o homem

Brasil Novo trocou a moralidade pela pornografia

A foto do ministro da Educação em seu gabinete de trabalho com um ator pornô e um manjado agitador de extrema-direita é a imagem mais representativa deste Brasil Novo.

A presidente Dilma foi xingada, esculhambada, chamada de louca e incompetente; seu governo recebeu todos os epítetos desqualificativos que se possa imaginar.

Ela e seu governo, porém, passam com louvor em qualquer comparação que faça com o seu vice, atual presidente interino, seu ministério e as ações que já tomou.

Às vezes é bom ocorrer uma tragédia - e esse governo interino é apenas isso, uma tragédia - para tirar as pessoas do torpor e do sonambulismo em que vivem.

É bom dar um chacoalhão nelas para ver se despertam.

O interino e seu bando já fizeram tantas trapalhadas - e estão há menos de um mês na ativa - que deixam saudosos qualquer outro governo que o país já teve.

Nem o de FHC foi tão ruim, 

Ou o de Collor.

Ou mesmo o de Sarney.

A ida do ator pornô ao Ministério da Educação escancara uma verdade que em breve os meios de…

Governo interino ataca conquistas das mulheres

Recente estudo da ONU Mulheres Brasil e pelos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos do governo Dilma mostra que as brasileiras são as maiores beneficiárias das políticas sociais no país. A publicação mostra o impacto positivo do programa Bolsa Família, Plano Brasil Sem Miséria, Programa Minha Casa, Minha Vida, Brasil Carinhoso, Programa Luz para Todos, Rede de Assistência Social, Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça para empresas, Benefício de Prestação Continuada (BPC) na vida das mulheres, entre outros, e que as políticas sociais são sustentáveis no tempo.

Há no país uma clara “feminização” da pobreza: em dezembro de 2014, 88% de todas as famílias inscritas nos programas sociais brasileiros eram chefiadas por mulheres, e 73% eram famílias negras. Entre as chefiadas por mulheres, 68% eram lideradas por mulheres negras. As mulheres são maioria entre os beneficiários do Bolsa Família, Minha…

Uma ampla conspiração

A realidade é quase sempre dura.

E a realidade deste Brasil Novo é que os democratas estão sem saída: o grupo que assaltou o poder é grande, forte e não está para brincadeira.

A conspiração foi ampla, abrangeu desde parlamentares de baixíssimo clero a ministros do Supremo Tribunal Federal, com o meio de campo formado pelo Ministério Público e meios de comunicação.  

E, para completar o time, soldados bem treinados no "agitprop", a agitação e propaganda, conceito que os fascistas tomaram dos comunistas.

Pelo menos por enquanto, não há saída à vista.

Apareçam quantos escândalos quiserem - e, num governo formado por gente suspeitíssima, isso é bem provável - e todos eles serão devidamente varridos para debaixo do tapete - ou para o monte de lixo mais próximo.

Resta aos democratas, ao menos, manifestar a sua indignação por verem o Brasil ser destruído, sem nenhuma compaixão, por um inacreditável bando de representantes do lumpesinato político.

O Estado de Direito se tornou apenas uma l…

Meritocracia

Golpistas vão excluir 39 milhões de pessoas do Bolsa Família

A Fundação Perseu Abramo (FPA) lançou o estudo "Os Impactos do Plano Temer nas Políticas Sociais: o Caso do Bolsa Família, uma Análise do Documento Travessia Social – Uma ponte para o Futuro" (lançado pela Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB), que deve orientar a política social do governo federal enquanto Michel Temer ocupar a presidência. Este é um primeiro estudo de uma série que deve analisar os efeitos de um governo pós-golpe sobre a população brasileira.

Leia íntegra do documento

Marcio Pochmann, economista e presidente da FPA, e Ronnie Aldrin Silva, geógrafo e coautor do estudo, apresentaram alguns elementos do relatório. Segundo o estudo, confirmada a reorientação na política social, deve haver um grande retrocesso nas conquistas pós promulgação da Constituição de 1988, sobretudo no que se refere a programas de assistência social e transferência de renda, caso do Programa Bolsa Família (PBF), foco da análise.

“Até a década de 1980, o acesso à política social era determi…

O interino confessa: está acostumado com bandidos

Muito interessante a "weltanschauung" do presidente interino.

Segundo afirmou aos companheiros de aventura, foi secretário de Segurança Pública em São Paulo duas vezes e, portanto, está acostumado a tratar com bandidos.
Isso, de acordo com a sua lógica, o credencia a ocupar a Presidência da República.
A declaração do interino pode ser interpretada de duas formas:
1) Ele se considera cercado de bandidos e, como tem experiência no convívio com essa espécie, sabe sair de situações embaraçosas;
2) Ele acredita que os negócios presidenciais são feitos por bandidos.
Há uma terceira interpretação para tão curiosa visão de mundo: o interino se acha o único puro entre os seus parceiros.
A corroborar essa tese, há outra afirmação feita por ele na mesma ocasião em que declarou não temer a convivência com bandidos: para o interino, a sua "missão" (ocupar a Presidência da República sem ter tido um voto sequer na eleição) foi-lhe dada por Deus.
Oremos, pois. (Carlos Motta)

O inacreditável silêncio do STF

O Supremo Tribunal Federal recebeu a acusação mais pesada de sua história, por parte do ínclito Jucá: participar de um golpe contra a Presidência da República com a finalidade de livrar políticos corruptos da cadeia.

E se a acusação é gravíssima, o silêncio do STF é mais grave ainda.

Como diz a sabedoria popular, quem cala, consente.

Neste caso específico, se não consente, que motivos levam o STF a se emudecer?

Estariam os digníssimos ministros tão cheios de trabalho que não tiveram tempo para responder às acusações?

Ou será que, com os olhos fixos nos milhares de processos que se acumulam em seus gabinetes, nem ficaram sabendo do que foram acusados?

Ou então talvez estejam fora de seus gabinetes, participando, por exemplo, de seminários caça-níqueis promovidos por revistas de extrema-direita?

Seja qual for a resposta ao silêncio, ele serve para fixar no cidadão comum, esse que não veste togas, a percepção de que a Justiça brasileira, antes conhecida por ser lenta, cara e privilegiar os rico…

Brasil Novo

TV Brasil vive macartismo

A jornalista Tereza Cruvinel foi a primeira presidenta da EBC, responsável pela TV Brasil, criada no governo Lula para funcionar nos moldes, por exemplo, de uma BBC, ou seja, como uma TV pública, não de um governo, mas do Estado brasileiro, a serviço da sociedade.

Reproduzo abaixo artigo seu, que conta, rapidamente, o que está acontecendo hoje na TV Brasil, tomada de assalto, assim como o poder central, por golpistas da extrema direita.

Ela resume com apenas uma palavra o que se passa na empresa: macartismo.

O artigo:

Há dois meses vivi uma estranha experiência. Eu entrava na EBC, empresa que implantei e presidi por quatro anos, contratada como entrevistadora e comentarista. Muitos reencontros, abraços, recordações. Estava ali em outro papel, desencarnada do passado. Finalmente faria jornalismo na TV Brasil, o que não pude quando era presidente. Mal cheguei, na voragem da crise veio a posse de Temer, a violação do mandato do diretor-presidente Ricardo Melo e a nomeação de outra diretoria.…

Serra, o comedor: na fila para papar o Aécio?

Já que ninguém leva o Brasil a sério, vamos esculhambar de vez. 

O vídeo é antigo, mas se tornou atual depois que o insuspeito Romero Jucá confidenciou ao amigo ex-presidente da Transpetro mais sujo que pau de galinheiro que, se o impeachment não desse certo, o senador Aécio Neves seria o primeiro a ser comido - no sentido figurado, é claro.

Numa rara confissão, o atual chanceler do Brasil, senador José Serra, se confessa um comedor - será que vai engrossar a fila dos candidatos a papar Aécio?

Seja como for, a interpretação do canastrão Serra é impagável...

Lava Jato, ou como chantagear políticos corruptos

As inconfidências de Jucá, se por um lado detonam seus colegas parlamentares e os excelentíssimos ministros do Supremo Tribunal Federal, por outro resguardam e até reforçam a atuação dos lava-jatos.

Dessa forma, e sabendo como agem os cruzados curitibanos anticorrupção, que vêem o câncer se espalhar apenas a partir de um lado do espectro ideológico nacional, fica fácil deduzir-se que a Lava Jato serviu para chantagear os congressistas para que embarcassem com tudo na aventura do impeachment presidencial, sob o argumento de que, se Dilma não fosse apeada do cargo, todo mundo iria para a cadeia.

Os de boa-fé podem argumentar que se tal ocorreu foi à revelia dos justiceiros curitibanos.

Já outros, escolados na convivência com a maldade humana, acreditam que o processo para roubar a democracia dos brasileiros é um só, que interliga seus diferentes atores sob um comando unificado, que age às escondidas, nos bastidores, nas sombras. (Carlos Motta)

Por que os interinos não tornam a corrupção um direito de todos?

Entre a série de intenções do governo do Brasil Novo, anunciadas sofregamente pelos neoministros, faltou uma, cujo anúncio talvez o presidente interino esteja guardando para si, tamanha a sua importância: seria conveniente, para o bem de todos, acrescentar, em algum artigo da Carta Magna, que a corrupção é um direito absoluto de todo e qualquer cidadão brasileiro.

Afinal, se o exemplo vem de cima, nada mais justo que o digno ato de corromper ou ser corrompido, de subornar ou ser subornado, seja estendido a todos nós.

Se eles podem, por que nós não podemos?

Levar a todos os brasileiros a percepção de que a corrupção, em qualquer escala ou circunstância, é extremamente salutar para o funcionamento das instituições nacionais, tem sido, até o momento, o feito mais notável dos interinos.

Se antes existia alguma dúvida de que a corrupção era um corpo estranho, ou melhor, indesejável, execrável até, em nossa sociedade, a turma do Brasil Novo chutou essa interrogação para bem longe.

Espera-se agor…

O aterrador mundo dos adultos

Empresários sonegam R$ 16 mil de impostos por segundo no Brasil

Um dos setores mais interessados e ativos no golpe contra a democracia brasileira é o empresarial.

Sem o apoio de uma Fiesp, por exemplo, os golpistas teriam tido muito menos condições de executar o seu crime.

O pato da Fiesp é um dos símbolos do golpe.

Assim como a sonegação fiscal promovida pelos empresários brasileiros, que, neste ano, até hoje, 23 de maio, custou aos cofres públicos R$ 204 bilhões, segundo números do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, por meio do seu "Sonegômetro".

Os dados apresentados pela ferramenta são aterradores.

Por segundo, a sonegação fiscal rouba R$ 16,4 mil dos brasileiros;
por minuto, R$ 986 mil;
por hora, R$ 59 milhões;
por dia, R$ 1,420 bilhão;
por mês, R$ 42,592 bilhões;
neste ano, R$ 204 bilhões.

Essa montanha de dinheiro daria, por exemplo, para pagar
10 milhões de salários anuais para professores de ensino fundamental;
300 milhões de salários mínimos;
2,9 milhões de bolsas famílias.

Daria ainda para construir 
4,2 milhões de posto…

Não se iludam os democratas: está tudo dominado

Muitos, apressadamente, depois de lerem a matéria da Folha sobre o "pacto" para o fim da Lava Jato - traduzindo, o golpe para tirar Dilma Rousseff da presidência - acham que o "governo" interino está acabado.

Ilusão.

Os golpistas usurpadores se constituem no maior bando de reacionários e picaretas já reunido na história do Brasil.

Não são apenas os parlamentares que formam o tal governo.

Sem o apoio irrestrito dos meios de comunicação, do Judiciário, do Ministério Público, de empresários, de militares, e de parcela da população, eles não teriam tomado de assalto o Executivo central, tampouco durariam uma semana.

Se tiveram a audácia de tramar e executar esse sórdido golpe contra a democracia foi porque têm as costas quentes, sabem que gozam de total impunidade para fazer as estrepolias que quiserem.

Como não carregam valores éticos ou morais, para eles tanto faz serem chamados de ladrões, assassinos, estupradores ou de qualquer outra coisa.

Eles agem como profissionais pa…

Ordem e progresso

O destino que nos aguarda

Caso inédito no Brasil: um presidente que não pode sair de seu palácio

O fim do governo de José Sarney, outro vice-presidente medíocre, que teve de substituir o titular, no caso a raposa mineira Tancredo Neves, foi lamentável: a vaia o acompanhava por onde fosse, o povão não o perdoava pelo desastre de sua política econômica.

As vicissitudes de Sarney, porém, não são nada comparadas às que vive o presidente interino, encastelado no Jaburu, sem nenhum contato com quem quer que seja à exceção dos puxa-sacos de sempre e golpistas aliados de ocasião.

O usurpador sabe que assim será o seu futuro: solitário, triste, apagado, um futuro que a história reserva aos vilões, traidores e dissimulados.

Notícias dão conta que o interino já cancelou, por recomendação de seus conselheiros - sim, eles existem! - várias aparições públicas, com medo de que o povo, ao avistá-lo, o brinde com sonoros palavrões e palavras de ordem mandando-o de volta ao seu devido lugar.

O caso do usurpador deve ser inédito na história do Brasil: um presidente (?) que governa afastado de tudo e de…