domingo, 22 de maio de 2016

Caso inédito no Brasil: um presidente que não pode sair de seu palácio

O fim do governo de José Sarney, outro vice-presidente medíocre, que teve de substituir o titular, no caso a raposa mineira Tancredo Neves, foi lamentável: a vaia o acompanhava por onde fosse, o povão não o perdoava pelo desastre de sua política econômica.

As vicissitudes de Sarney, porém, não são nada comparadas às que vive o presidente interino, encastelado no Jaburu, sem nenhum contato com quem quer que seja à exceção dos puxa-sacos de sempre e golpistas aliados de ocasião.

O usurpador sabe que assim será o seu futuro: solitário, triste, apagado, um futuro que a história reserva aos vilões, traidores e dissimulados.

Notícias dão conta que o interino já cancelou, por recomendação de seus conselheiros - sim, eles existem! - várias aparições públicas, com medo de que o povo, ao avistá-lo, o brinde com sonoros palavrões e palavras de ordem mandando-o de volta ao seu devido lugar.

O caso do usurpador deve ser inédito na história do Brasil: um presidente (?) que governa afastado de tudo e de todos, sem manter o mínimo contato com a sociedade, impedido, pela sua extrema impopularidade, falta de carisma, mediocridade e selo de traidor estampado na testa, de aparecer em qualquer solenidade pública.

Nem os ditadores militares passaram por isso.  (Carlos Motta)

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