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Mostrando postagens de Outubro 15, 2017

A "reforma trabalhista" e a escravização dos jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo produziu uma edição especial de seu jornal, o  "Unidade",  exclusivamente dedicada à reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), numa análise que considera os impactos da nova legislação sobre a categoria a partir das especificidades da profissão. No texto abaixo, retirado do jornal, estão os principais pontos que prejudicam os jornalistas - e outras categorias profissionais.

Para saber mais sobre o tema e discutir ações e estratégias de defesa dos jornalistas, o sindicato promove, neste sábado, dia 21 de outubro, a partir das 9h30, em sua sede (Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, São Paulo), o seminário Jornalistas e os Impactos da Reforma Trabalhista.

O sindicato dos jornalistas de SP também participa da campanha nacional em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) pela Anulação da Reforma Trabalhista, que visa alcançar 1,3 milhão de assinaturas em todo o país para derrubar a Lei 13.467/2017. Buscando o engajamento da c…

Desemprego, marca do Brasil Novo

O estrago provocado pelos golpistas na economia nacional vai se revelando aos poucos: o número de trabalhadores ocupados em empreendimentos de grande porte (com 50 trabalhadores ou mais) caiu 29% em relação a 2015, segundo dados do primeiro módulo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua 2012-2016) - Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A publicação indica ainda que 26% da população ocupada (empregadores, trabalhadores por conta própria e empregados, desconsiderando o setor público e os trabalhadores domésticos) trabalhava em empreendimentos de grande porte em 2016. 
Em 2012, eram no total 72,4 milhões pessoas ocupadas, número que saltou para 75 milhões em 2015, vindo posteriormente a cair para os 73,7 milhões do ano passado – o último ano da pesquisa - quando se instalou o Brasil Novo da quadrilha que se apossou do Palácio do Planalto.

"O País da Suruba", um livro que retrata o Brasil pós-golpe

O jornalista Ayrton Centeno incorporou o espírito do saudoso Sérgio Porto, que sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, retratou, em vários livros, a imensa quantidade de idiotices do Brasil mergulhado numa ditadura militar - o famoso e imortal Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) -, para escrever uma obra que mostra o golpe de 2016 sob um novo ângulo: o humor.

"Um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia. É o que acontece em um lugar que ficou muito estranho nos últimos anos. Que país é este? Ora, é o país onde o líder do governo no Senado fala assim: 'Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada.' Pode-se chamá-lo então de o país da suruba”, diz trecho do release distribuído pelo autor para divulgar o seu trabalho.

Escola para quem, para quê?

Parte da explicação da situação trágica em que o país se encontra está nessa informação: a cada ano, quase 3 milhões de jovens abandonam a escola no Brasil, segundo o estudo Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens, de autoria do Insper, instituição de ensino superior.

No fim deste ano, um em cada quatro jovens entre 15 e 17 anos de idade vão abandonar seus estudos, não vão se matricular para o ano seguinte ou serão reprovados. Isso corresponde a um universo de 2,8 milhões de pessoas (27%), entre os 10 milhões de jovens estimados no país nessa faixa etária e que deveriam, de acordo com a Constituição, estar frequentando a escola.

O minúsculo se diz vítima de um golpe...

O Brasil é o país da piada pronta.

Pois não é que Michel Temer, o minúsculo, aquele que ocupa o cargo de presidente da República por causa de uma bem sucedida trama, uma conspiração, um golpe que derrubou a presidenta legítima, Dilma Rousseff, escreveu uma carta a deputados e senadores na qual diz que é vítima de “uma campanha implacável com ataques torpes e mentirosos” e que há uma “conspiração” para derrubá-lo do cargo?

O chorinho, ou o que o Brasil tem de melhor

Carlos Motta

O Brasil que deu certo está por toda a parte, só não vê - ou ouve - quem não quer.

Está nas ruas das cidades, nas escolas, nas praças, nos teatros, nos palcos mambembes, nos salões da elite, nos botecos pés sujos, está em qualquer lugar onde caibam algumas pessoas - em mínimos metros quadrados os representantes desse Brasil que deu certo são capazes de mostrar o seu imenso talento.

O que seria do Brasil sem a força desse povo que canta, toca, compõe, sem pensar em grandes recompensas, a não ser o prazer de espalhar a sua arte, de receber em troca dela aplausos muitas vezes entusiasmados?

A música popular brasileira é o maior tesouro que este imenso país possui.