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O povo também quer comer o biscoito fino da cultura

Carlos Motta

O Brasil é um país de terceiro mundo com qualidade musical de primeiro mundo, diz a jornalista Maria Amélia Rocha Lopes. "Mas vivemos tempos nefastos. Lemos pouco, vemos muita televisão. O dinheiro é curto e, se for preciso cortar no orçamento familiar, será no destinado à cultura. Não estamos conseguindo ampliar o acesso a uma vida cultural intensa, formadora, que amplie horizontes", acrescenta. 

Maria Amélia faz, porém, uma ressalva importante: a população também gosta do biscoito fino. "Basta ver a frequência aos espetáculos ao ar livre, gratuitos. Ou aos shows de espaços como o Sesc, por exemplo, que vende ingressos a preços populares e oferece grande qualidade." 

O golpe que afastou Dilma Rousseff da presidência da República, diz, "a escola sem partido, o conservadorismo brutal que toma conta do país", tudo isso, explica, "faz piorar e muito esta situação - não há paticamente orçamento para cultura e os golpistas não tem a menor intenç…
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Viemos dizer bem alto que a injustiça dói

Carlos Motta
Uma das músicas mais tocadas e cantadas no carnaval pernambucano é "Madeira que Cupim não Rói", do mestre Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa, nascido em Surubim, 28 de outubro de 1904 e falecido no Recife, 31 de dezembro de 1997). 

É uma marcha-frevo de melodia simples, mas emocionante, como várias composições de Capiba.

Não sei por que, mas toda vez que a escuto, as comportas de alguma parte de meu cérebro se rompem e as lágrimas insistem em escorrer dos meus olhos.

"Madeira que Cupim Não Rói" foi feita como um desabafo pelo fato de o bloco carnavalesco de Capiba, o Madeira de Rosarinho, ter perdido o concurso para o Batutas de São José, em 1963.

O mestre, inconformado, compôs a música, que, para surpresa de todos, foi apresentada pelo bloco no desfile das vencedoras. 

A letra é poesia pura, e se pensarmos bem, reflete também, para muitos, o sentimento de se viver neste Brasil Novo, onde a injustiça cresce a cada dia, alimentada por uma porção da sociedade…

Projeto social de ensino musical do Rio quer atingir todo o Brasil

A Oficina Percussão da Maré, que promove a inclusão cultural de crianças e jovens da comunidade da Maré, na zona norte do Rio, por meio da música no contraturno escolar, começará a ser ampliada para todo o país, no próximo ano, chegando também à África. A base do projeto foi um trabalho social iniciado pelo músico Abel Duerê, de Angola, com famílias de angolanos residentes na Vila do Pinheiro, naquela comunidade. Mais de 300 famílias chegaram a ser cadastradas, informou o músico.

Em 2018, Duerê pretende filmar as aulas “e pegar o Brasil todo". Estamos muito empolgados porque a meninada tem dado um prazer muito grande de ensinar. São muito atentos, dedicados, com um talento incrível. Há muitos músicos ali em potencial.” Atualmente, o projeto tem 40 bolsistas que têm compromisso com a percussão. Para isso, têm de ir à escola, ter bom comportamento, assiduidade nas aulas de percussão. Nas últimas aulas, o oficina chegou a ter a presença de 80 a 90 crianças.

O projeto Oficina Percussão…

Festival da Nacional FM dá prêmio de melhor intérprete a Márcia Tauil

A 9ª edição do Festival de Música da Nacional FM de Brasília terminou nesse fim de semana com dois shows no Teatro da Caixa Cultural. Foram mais de 200 composições inscritas. As 12 finalistas foram apresentadas no sábado (9) e as vencedoras voltaram ao palco no domingo (10). A cantora Márcia Tauil ganhou o prêmio de melhor intérprete com a música "Bagunça de Balaio".

Ela celebra os frutos da divulgação do trabalho pela Nacional FM de Brasília. “As pessoas chegaram a mim, as pessoas entraram no Face falando que ouviram a canção na rádio. E junta muita gente boa - além dos concorrentes, as pessoas que estão na banda de apoio. É uma reunião de talentos”, disse Márcia.

Outra vencedora do festival da Nacional FM foi a cantora e compositora Nathália Lima, que levou os prêmios de melhor arranjo e melhor música com letra por "Festa do Destino", composta em parceria com Letícia Fialho.

“Eu vi a Letícia Fialho em um festival e isso me incentivou a também compor mais para estar …

Edvaldo Santana mostra o que sabe fazer no palco em novo álbum

O cantor e compositor Edvaldo Santana e sua banda estão lançando um novo álbum, apenas com distribuição digital pela Tratore. Gravado ao vivo no teatro do Sesc Pompéia, o disco tem em seu repertório canções do CD "Só vou Chegar Mais Tarde" e músicas representativas na carreira do artista. 

Com o auxílio de uma big band, os diversos ritmos e peculiaridades da obra de Edvaldo Santana são potencializados e realçados por meio de acentuadas fusões sonoras infiltradas no samba, repente, salsa, xote, jazz, country, dixieland, blues e reggae, sintonizados  por uma poesia urbana da periferia, que reflete os conflitos sociais e as dores e alegrias do ser humano.

Utilizando, pela primeira vez, uma formação com um naipe de metais, uma nova perspectiva sonora se apresenta no trabalho. É possivel sentir a importância dos metais nos arranjos de “Gelo no Joelho", "Só vou Chegar mais Tarde", "40", "Cabral Gagarin e Bill Gates”, assim como a importância da cozinha …

Uma atriz que se orgulha de levar a arte onde ela não chega

A história do teatro mineiro está entrelaçada com a carreira da atriz Teuda Bara. Nascida em Belo Horizonte, ela tem mais de 50 anos de palco e traz na bagagem uma enorme quantidade de personagens do teatro, do cinema e da televisão. Teuda é a entrevistada do programa Conversa com Roseann Kennedy, que vai ao ar segunda-feira (11), às 21h30, na TV Brasil.

Na década de 70, ela chegou a recusar um convite feito pelo próprio Chacrinha, para ser chacrete. Em vez disso, criou o grupo de teatro Galpão, ao lado dos atores Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antônio Edson. A companhia, que completa 35 anos, já se apresentou por todo o Brasil e também em países da Europa, dos Estados Unidos, Canadá e da América Latina. Como uma das fundadoras do grupo, que tem raízes no teatro popular, Teuda se orgulha de levar a arte a lugares onde ela não chega. “O Galpão tem uma tradição. A gente faz muitos clássicos. A gente gosta de ir por esse caminho, com textos bonitos e atuais.”

A atriz, que nunca frequen…

Exposição de gravuras retrata direitos humanos

O Memorial da Resistência, na capital paulista, apresenta a exposição "Canto Geral: a Luta dos Direitos Humanos", que traz 30 gravuras de artistas brasileiros que se referem a cada um dos artigos da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, e  violações desses direitos no país. A entrada é gratuita.

“Quando se lê a declaração, você fica cada vez mais surpreso com a recorrência das violações no Brasil de hoje e o quanto muitos discursos conservadores ferem artigos muito básicos definidos por ela”, disse a coordenadora do memorial, Marília Bonas, ao contar como surgiu a ideia da mostra. “Hoje vemos grandes retrocessos nesses pressupostos básicos [da declaração] que vão fazer 70 anos”, acrescentou.

As gravuras expostas pertencem à coleção da Pinacoteca do Estado e são de artistas como Aldemir Martins, Claudio Tozzi e Amélia Toledo.

A exposição traz uma reflexão sobre a importância e o impacto de cada um dos artigos da declaração e um alerta às constantes ameaças da natura…