quarta-feira, 24 de maio de 2017

Isso é uma vergonha!

Muito já se falou sobre a indigência do jornalismo brasileiro, a falta de capacitação técnica dos profissionais, a deturpação der seus princípios básicos, a subordinação das pautas aos interesses do patrão e anunciantes, e a ampla disseminação da ideologia dominante, esse pseudocapitalismo que impera no país.

Todos os dias surgem exemplos de que o que se pratica no Brasil é tudo, menos jornalismo, seja nos jornais, nas rádios ou na televisão.

Um ótimo exemplo desse abastardamento da função jornalística é a concessão de prêmios para os profissionais, por diversas empresas da área: quase sempre os lauréis vão para os "globais", ou seja, para as figuras carimbadas da mídia empresarial, justamente essa que se dedica permanentemente a desvirtuar a função da imprensa.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Os pais da criança sumiram


O Banco Itaú enviou, dias atrás, um interessante comunicado aos seus correntistas, alertando para a queda no rendimento de algumas aplicações, principalmente os fundos multimercados, e atribuindo o "impacto negativo" às "ultimas notícias" sobre o cenário político: "É importante destacar que os acontecimentos do atual contexto aumentaram muito a incerteza, impactando, no curto prazo, os preços dos ativos no mercado como um todo", diz trecho da correspondência.

O texto, porém, não toca no principal, ou seja, o que ocasionou esse cenário político de turbulência, que se reflete negativamente em vários produtos do mercado financeiro, prejudicando, pelo menos no curto prazo, milhares de pequenos aplicadores.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Brasil cor-de-rosa do Dr. Mesóclise


Num fim de feira total, resta ao governo do Dr. Mesóclise usar descaradamente tudo o que estiver ao seu alcance para tentar injetar o máximo de otimismo nos brasileiros.

A homepage da Agência Brasil de hoje, por exemplo, mostra um país à beira do paraíso de leite e mel. 

Notícia mesmo, não tem nenhuma, só propaganda.

O fim das mesóclises


E no fim nem as mesóclises resistiram.

O vice decorativo, alçado à condição de executor das mais profundas "reformas" jamais vistas nesta pobre república, não resistiu a uma conversa de um ardiloso empresário - conversa na qual não empregou, em nenhum momento, o desusado recurso gramatical de encaixar o pronome no meio do verbo.

Ao contrário, visto na intimidade, ele se revelou um homem tão absolutamente ordinário, tão igual aos seus colaboradores, notórios safardanas, que ficou pairando no ar uma questão que se mostra fundamental para todos os que se preocupam com a vida nesta miserável nação: como, afinal, foi possível que um homem dessa estatura ínfima chegasse onde chegou? 

sábado, 20 de maio de 2017

O país que se tornou o lar dos canalhas


Durante décadas o Brasil foi o país do carnaval, o país do futebol, o país das praias e mulatas, o país do futuro, o gigante bobo.

E também o país da desigualdade, o país da violência no campo e na cidade, o país da miséria, o país da ignorância.

O ninho dos oportunistas, o lar dos especuladores, o berço dos aproveitadores.

Até que, durante uma década, o Brasil fez um esforço para superar aquilo que o notável cronista Nelson Rodrigues diagnosticou como "complexo de vira-lata", o irresistível desejo de se autodepreciar, de se mostrar sempre inferior aos outros, em todas as áreas.