Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Novembro 13, 2016

Que país é este?

Um país que vê, sem ninguém contestar, juízes ordenarem prisões preventivas apelando para justificativas tão esdrúxulas como passagens da Bíblia ou o caos econômico do Estado do Rio, não pode ser considerado uma democracia.
E quando, nesse mesmo país, um juiz ordena a remoção de um réu de um hospital para uma prisão sem consultar nenhum médico sobre seu estado de saúde, qualquer pessoa com dois neurônios percebe que está vivendo em tempos sombrios.

Número de cheques sem fundos bate recorde

O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados atingiu 2,30% no acumulado de janeiro a outubro, o pior resultado da série histórica, iniciada em 2006.

O porcentual de cheques devolvidos sobre movimentados aumentou consideravelmente em outubro, ficando em 2,46% ante o resultado de 2,00% em setembro de 2016. O indicador também foi maior na comparação com outubro do ano anterior, quando havia registrado 2,15%.

Os cheques devolvidos aumentaram 23,0% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados ficaram estáveis, o que contribuiu para a alta do percentual no período.

Ajuste fiscal neoliberal reduz papel do Estado na economia

As medidas anunciadas pelo governo, listadas na PEC 241/161 (PEC 55, no Senado Federal), que têm como objetivo promover ajustes nas contas públicas, trazem na essência uma redução expressiva do papel do Estado como indutor do desenvolvimento do país. Trata-se, no fundo, de uma tentativa de reforma neoliberal do Estado brasileiro.

O aumento das despesas públicas, sem a existência de receitas suficientes para cobri-las, constitui a principal razão que levou o governo a propor o ajuste. O déficit, surgido a partir desse descasamento de contas, deverá ser reduzido e transitar para situação oposta, de superávit, afirma o governo Temer.

A emergência do Estado Policial e a catástrofe anunciada

Pedro Tierra
O Brasil se despede do Estado Democrático de Direito consagrado pela Constituição de 1988. E acelera o passo rumo a uma catástrofe anunciada: tornar-se um Estado Policial. Os procedimentos repressivos que vêm sendo aplicados nos últimos anos em São Paulo, onde atua impunemente a polícia que mais mata no mundo –  os alvos preferidos são os jovens negros, pobres, LGBTs, moradores das periferias – aparentemente começam a ser experimentados em âmbito nacional, agora no trato com os movimentos sociais dos trabalhadores, que se opõem às políticas regressivas do governo usurpador de Michel Temer contra os direitos conquistados desde a promulgação da Carta de 88 e de entrega dos recursos naturais do país à pilhagem do capital internacional.

As operações repressivas contra as ocupações de Escolas Públicas em vários Estados do País deixam clara a disposição do governo golpista de Michel Temer e dos governadores das unidades da federação que acionaram a polícia para reprimir a livre m…

Supremo retira direitos e antecipa reforma trabalhista

Marcos Verlaine
A sociedade, as instituições e as relações sociais estão em crise no Brasil. Além, é claro, das crises política e econômica. Estas, aliás, responsáveis pelas três primeiras. Ninguém escapou. Até o Supremo Tribunal Federal está convulsionado pelas turbulências oriundas desses conflitos.

Com certeza, fruto dessas crises e pressões, nesse último ano e meio, o STF tomou decisões importantíssimas que contribuíram para flexibilizar direitos trabalhistas e precarizar ainda mais as relações de trabalho no Brasil. A continuar assim, o governo não precisará fazer reforma trabalhista. É o que conclui o advogado trabalhista Eduardo Surian Matias, diante de tais fatos: “não vai ser preciso a reforma trabalhista como o governo Temer pretendia, porque o STF já está fazendo isso por ele”. 

Então vejamos.

Atividade econômica já caiu 4,8% no ano. Viva o golpe!

A atividade econômica já registra queda de 4,8% de janeiro a setembro, em comparação com igual período do ano passado. Em 12 meses, a retração é de espantosos 5,23%; e no terceiro trimestre, de 0,78%, em comparação com o terceiro trimestre de 2015. 

Os dados são do Banco Central, que divulgou hoje o IBC-Br, Índice de Atividade Econômica, uma espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas do país), que é calculado pelo IBGE. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Setor de serviços sofre com o Brasil Novo

O IBGE informa: em setembro, na série livre de influências sazonais, o volume de serviços recuou 0,3% frente ao mês anterior, depois de ter registrado queda de 1,4% em agosto e crescimento de 0,6% em julho. Sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, houve queda de 4,9%, a maior para o mês de setembro na série iniciada em janeiro de 2012, e a 18ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. 

O acumulado nos nove meses de 2016 ficou em -4,7% e, nos últimos 12 meses, em -5,0%.

Entre as atividades, na série livre de influências sazonais, apontaram para variações positivas os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,7%) e os transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,3%). 

As variações negativas foram as dos segmentos de outros Serviços (-2,5%); de serviços prestados às famílias (-0,9%); e desServiços de informação e comunicação (-0,6%). 

O agregado especial das atividades turísticas apresentou crescimento de 1,5%, na comparação…

Brasil, o paraíso dos picaretas

O avassalador avanço dos evangélicos brasileiros na área da comunicação e na política inspirou os colegas estrangeiros, que se preparam para abocanhar uma fatia de "fiéis". Exemplo disso é o evento programado para os dias 22 e 23 em Brasília, no qual um tal de Parlamento & Fé Brasil vai apresentar as suas "propostas".

O release distribuído pela entidade dá algumas pistas do que seja o tal movimento: 

O ministro da Saúde sabe o que o SUS faz?

O inominável ministro da Saúde, pelas suas inacreditáveis declarações públicas, tem como objetivo, como de resto seus outros colegas de governo (?), entregar o que for possível para as mãos "invisíveis" do mercado.

Arrebentar o já frágil SUS parece ser a cereja no bolo de sua (indi) gestão.

O SUS, muitos não sabem e não fazem a mínima questão de saber, é o maior programa de saúde pública do mundo.

Para pessoas como o ministro da saúde, isso é intolerável: pobres sendo atendidos tal qual ricos, ora, que ignomínia.

Seria recomendável que ele desse uma espiada no site de seu ministério para ver o quanto o SUS é imprescindível para a população brasileira.

A relação de alguns dos programas desenvolvidos e mantidos pelo SUS vai abaixo, tirada de uma página do site.

Desânimo toma conta da indústria paulista

Os industriais paulistas, um dos principais apoiadores do golpe que destituiu a presidenta Dilma, devem, neste momento, estar pensando sobre o que deu errado nas profecias que diziam que o país iria, nas mãos dos probos que entraram no lugar dos corruptos petistas, se transformar no Jardim do Éden. 

Pesquisa da Fiesp, a federação dos industriais que não querem pagar o pato, mostra que para 53,4% das empresas, o movimento deste fim de ano será menor do que o de 2015. Nesse grupo, as de pequeno porte estão mais pessimistas (58,1%), seguidas pelas médias indústrias (45,4%) e pelas de grande porte (42,9%).

Paulo Francini, diretor da entidade, ao comentar o levantamento, teve um ataque de sinceridade, afirmando que os dois últimos anos foram ruins e ainda não é possível ver uma recuperação: “São dois momentos difíceis para a indústria, com resultados muito semelhantes. É decepcionante para quem esperava uma retomada, mas o final de 2016 não será auspicioso.”

Pois é. Aos poucos, boa parte dos …

Revogação da PEC 241-55 será mote de campanha presidencial

Antônio Augusto de Queiroz
A Proposta de Emenda à Constituição – PEC (de nº 241 na Câmara e 55 no Senado) que congela o gasto público, em termos reais, por 20 anos, não se sustenta. Ela certamente será aprovada, mas sua revogação, se não houver decisão judicial suspendendo seus efeitos antes, já será objeto da campanha presidencial, senão de 2018, com certeza de 2022.

O arrocho sobre as aposentadorias e pensões, sobre os salários dos servidores públicos e sobre os que dependem de serviços públicos ou de programas sociais do governo federal será de tal ordem que os próprios governantes, para evitar revoltas incontroláveis, se encarregarão de propor sua revogação ou flexibilização antes de cinco anos de sua vigência.