Pular para o conteúdo principal

Geraldo no almoço de Dória: saio candidato se me lançarem


Geraldo foi almoçar segunda-feira com seus amigos do Lide no Hotel Grad Hyatt, na capital paulista. O lide, para quem não sabe, é aquela empresa que João Dória criou para aproximar políticos de empresários e empresários de políticos. Os almoços que promove servem basicamente para isso: o sujeito paga para "ouvir" o convidado, mas na verdade quer mesmo tirar umas fotos com ele, bater um papo, se possível, fazer o seu lobby.

Geraldo é o patrocinador da carreira política de Dória.

Geraldo é pré-candidato tucano à presidência, mas como todas as lideranças tucanas, está em baixa, não paga placê.

Já Dória, seu afilhado, não vê a hora de se livrar do pepino que é a prefeitura paulistana e sonha com voos mais altos.


Geraldo quer que ele o suceda no governo do Estado, mas tudo indica que Dória vai aproveitar o vácuo das pré-candidaturas tucanas para tentar a Presidência da República.

Seja como for, Geraldo aproveitou o almoço oferecido pelo seu afilhado para soltar as suas pérolas.

O canto da tucano é esquisito.

A sua fala, então...

Geraldo, no almoço de seu afilhado, não fugiu à regra.

O press release distribuído pelo Lide dá alguns exemplos de como ele continua sendo...Geraldo:

"Se eu disser que quero ser candidato ou não [à Presidência da República], estarei mentindo. Uma candidatura é fruto de uma vontade coletiva. E tudo tem seu tempo. O que precisamos, agora, é discutir e implementar a reforma política. Não é possível um sistema eleitoral com 35 partidos registrados e mais 35 querendo o registro."

"Temos de cortar custos. Buscar eficiência. São Paulo, por exemplo, já fez a sua reforma da previdência complementar para os servidores públicos, há quatro anos, em 2013."

 "Com as obras que ficarão prontas em agosto próximo, São Paulo duplicará sua capacidade hídrica para estar preparado para os câmbios climáticos."

Comentários

  1. A acumulação capitalista no Brasil serve pra isso. Pagar o showzinho da putocracia, digo, plutocracia. Não querendo abusar de seu blog, prezado Motta, mas fica difícil não dizer o que precisa ser dito:"Olha aqui o Alckmin, OLHA O GAS!!!!!"

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…