Pular para o conteúdo principal

O Brasil, cada vez mais Brasil


O Brasil a cada dia se mostra mais Brasil.

A chacina de Campinas e o massacre de Manaus chocam pela barbárie, mas, a rigor, foram acontecimentos perfeitamente previsíveis.

Campinas e Manaus estão distantes, em linha reta, cerca de 2,6 mil quilômetros, e têm cultura, economia, geografia e clima diversos.

Uma coisa, porém, as une: como o resto do país, foram bombardeadas, nos últimos anos, por uma avalanche de ódio, preconceito e mentiras.


O país está mergulhado hoje, por culpa de uma oligarquia criminosa, em trevas profundas.

Os dramas que se observam são ainda poucos em relação aos que ainda estão sendo gestados.

Os poucos anos de civilização e democracia dos governos trabalhistas foram soterrados pelas forças que sempre dominaram a nação, forças para as quais interessa um país de analfabetos políticos e funcionais, domesticados na miséria intelectual e física, tangidos tal qual uma manada obediente aos seus instintos primários.

Todas as medidas conhecidas até agora do governo desse incrível Dr. Mesóclise e seu bando de picaretas foram no sentido de reduzir ainda mais as poucas funções que o Estado exerce para dar aos cidadãos uma vida no mínimo decente.

O Brasil dos golpistas, testas de ferro dos endinheirados de sempre, é esse da chacina de Campinas e do massacre de Manaus, distante de qualquer noção civilizatória ou de contemporaneidade.

Ou seja, um Brasil como sempre foi o Brasil, terra da desigualdade e da injustiça - terra dos homens de bem. (Carlos Motta) 

Comentários

  1. E um deputado evangelico, apresenta um projeto de lei, proibindo a masturbação. Incomodado com o vapt vupt que ameaça se espalhar pelo Pais, resolveu fazer jus ao seu salario de congressista, e acabar com a bandalheira. Pessoalmente discordo, e proponho uma caminhada à Brasilia, sob o lema: "punheteiros unidos, jamais serão vencidos". Se possível com a presença da Janaina, ela mesmo, nossa musa da loucura total.

    ResponderExcluir
  2. Já que ele se proclama pacificador e vai unir os Brasileiros, bem que poderia ir aos presidios de Manaus e Roraima, tentar unir os Brasileiros do Pcc e da Familia do Norte. Ué! Quem sabe? Tudo é possivel!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…