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A lendária Bacamarte encerra o festival dia 25 de outubro no Teatro Municipal de Niterói |
As cidades do Rio e Niterói vão abrigar a 3ª edição do CaRIOca ProgFestiva entre este sábado, 31 de agosto, e 25 de outubro, que contará com 13 apresentações de 12 bandas de rock progressivo de todo o Brasil. O festival é produzido pela Vértice Cultural e BeProg , sem patrocínio, com fôlego extra e promovendo, desta vez, mais do que o dobro de atrações dos anos anteriores. Os shows serão no Centro Cultural Justiça Federal (Centro), Centro da Música Carioca (Tijuca), Solar de Botafogo e Teatro Municipal de Niterói, onde o festival se inicia e termina.
Abrindo o CaRIOca ProgFestival 2019, a banda Kaizen, formada em 1992, sobe ao palco do Teatro Municipal de Niterói, dia 31 de agosto, sábado, lançando o seu álbum “Áquila”, em CD e vinil. Nome consagrado no circuito do rock progressivo, o grupo realiza um trabalho autoral utilizando instrumentos como violino, bandolim, guitarra, sintetizadores, baixo e bateria. Aportando no Rio, o festival recebe os cariocas da Tempus Fugit, expoente do estilo, já com quatro CDs lançados e um DVD registrado no festival Progfest2000 (Los Angeles), no dia 5 de setembro, quinta-feira, no Centro da Música Carioca, Tijuca, relançando o icônico álbum “The Down after the Storm”, agora remasterizado e com faixas adicionais.
De Niterói e criada pelo multi-instrumentista e produtor musical Alex Curi, o Sequaz se apresenta na quinta-feira seguinte, dia 12, no mesmo palco da Tijuca, com repertório autoral - músicas do álbum “Ilha Distante” e as inéditas que farão parte do novo álbum em gravação - além de algumas pérolas de Jeff Beck e outros nomes da música instrumental, no show “Retorno ao Vivo”.
De Rondônia, a Prognoise sobe ao palco do Centro da Música Carioca na semana seguinte, dia 19 de setembro, quinta-feira, lançando o seu álbum “Solar”. Formada em 2012, teve seu primeiro EP, “Esquizoide”, lançado em 2015, chega ao Rio pela primeira vez, com influências de bandas internacionais (Pink Floyd, Premiatta Forneria Marconi, Eloy, King Crimson) e nacionais (O Som Nosso de Cada Dia, Mutantes e O Terço, entre outras) privilegiando o trabalho autoral, preferencialmente em português.
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Paraenses da Ultranova têm show dia 26 de setembro |
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Jorge Pescara toca dia 1º de outubro |
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Paulista Dialeto vai tocar Bartók |
Os cariocas do Arcpelago sobem ao mesmo palco da Tijuca, no sábado, dia 12 de outubro, às 17h, com o “Show Interseções”. A musicalidade elaborada e estreitamente vinculada à sonoridade analógica é a espinha dorsal do Arcpelago, que se alastra tanto pela vertente sinfônica, quanto pelo space-rock, hard rock e fusion, sendo notável a intensa preocupação do grupo com timbres e efeitos sonoros.
Em seguida, no mesmo dia, às 20h, será a vez do Caravela Escarlate, formada em 2011 e composta por David Paiva, multi-instrumentista e compositor, em parceria com o tecladista e compositor Ronaldo Rodrigues (também integrante do Arcpelago), com o veterano baterista Elcio Cáfaro, dono de extenso currículo na MPB e na música instrumental brasileira, uma das poucas bandas nacionais hoje divulgadas por selo europeu, a Karisma Records, que lançou em vinil o álbum homônimo da banda e relançou o CD, que também teve apoio na produção executiva da Vértice Cultural.
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Gaúchos da Apocalypse fazem dois shows |
Com cinco discos já lançados, o Fleesh, formado por Celo Oliveira e Gabby Vessoni em 2014, lança seu álbum “Across the Sea” na terça-feira, dia 22 de outubro, no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, na íntegra junto com outras faixas de seus CDs.
Encerrando com chave de ouro, a lendária Bacamarte celebra seus 45 anos de formação com um show imperdível, dia 25 de outubro, no Teatro Municipal de Niterói. Fundada em 1974 por Mario Neto e Sergio Vilarim, a banda veio a gravar de forma independente o álbum “Depois do Fim”, em 1979, porém só lançado em 1983, quando, depois de ter suas músicas entre as mais tocadas pela Fluminense FM, foi aclamado por público e crítica como uma verdadeira obra-prima do rock progressivo. O álbum vendeu milhares de cópias em países como Alemanha, Itália, Rússia e, principalmente, Japão. Em 1999, foi lançado o álbum "Sete Cidades", que também teve sua tiragem esgotada rapidamente. Em 2009, após vários anos desaparecido das prateleiras e tendo se tornado item de colecionador disputado por amantes do gênero no Brasil e no exterior, “Depois do Fim” foi relançado pela Som Livre, em versão remasterizada diretamente da fita master original.
No Teatro Municipal de Niterói, a banda será formada por Mario Neto (guitarra e violão), Marcus Moura (flauta e acordeon), William Murray (contrabaixo), Robério Molinari (piano e teclados) e Alex Curi (bateria), com a participação especial da cantora Jane Duboc.
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