Pular para o conteúdo principal

Profissionais e amadores já podem se inscrever no Brasília Photo Show


Para dar vazão aos milhares de talentos Brasil afora, até o dia 16 de julho estão abertas as inscrições de um dos mais importantes concursos de fotografia do país - o Festival Internacional de Fotografia Brasília Photo Show 2018/2019 (BPS).

Em sua quarta edição, a novidade deste ano é a possibilidade de escolher entre 16 categorias. Algumas alternativas que prometem chamar a atenção, tanto de amadores quanto de profissionais, são as fotos landscape/adventure, publicitárias, de arquitetura, esportes e portrait, entre outras. Os vencedores, além de ganharem equipamentos fotográficos, celulares e viagens, também terão a imagem premiada no livro oficial do evento e protagonizarão uma séria de exposições nas principais capitais do Brasil.

“Não importa se a foto foi feita por um amador ou fotógrafo profissional, o que realmente vale é o que ela desperta nas pessoas”, explica Edu Vergara, curador e idealizador do evento. Segundo Vergara, as emoções transmitidas pelas imagens são inúmeras, tanto em quem aprecia quanto em quem produz ou clica o exato momento. "Quando os participantes vencedores veem suas produções estampadas na capa do nosso livro, percebem o poder da fotografia. Isso é uma grande motivação”, diz.

A vencedora da edição 2016/2017 e agora fotógrafa profissional, Patrícia Patriota, sentiu essa emoção e mudou o rumo de sua história. Na época do concurso, ela era apenas uma amante da fotografia, mas ter a sua imagem na capa de um livro foi o marco que impulsionou sua carreira.

“Comecei a fotografar por hobby, mas ganhar o BPS 2016/2017 e ter a minha foto na capa do livro me trouxe um reconhecimento que eu não esperava. A partir daí, comecei a investir mais na fotografia e, há um ano, iniciei o projeto 'Sertão vai virar mar'. A exposição desse trabalho e um curta-metragem dele estão em cartaz no Estado de Pernambuco. O Festival também me abriu os olhos para as tantas possibilidades que a fotografia do século XXI pode trazer. Ganhei a capa com uma foto feita de um aparelho celular e isso me motivou a fazer todas as imagens do meu projeto com um smartphone”, explica.

Da capital para o mundo

A ideia do festival veio a partir de um livro que retratava a história visual de Brasília, editado por Vergara em 2013, e das andanças do fotógrafo pelo mundo. Ele passou por Hollywood e, no templo do cinema, pensou em um grande festival de fotografia. “Estava na terra do Oscar, não tinha como pensar diferente”, brinca. No ano seguinte, o BPS se transformou em um evento inédito. Mesmo levando o nome da capital - Brasília Photo Show – o festival alcançou voos mais altos, conquistou todo o Brasil e fotógrafos estrangeiros também. A última edição contou com mais de 9 mil fotos inscritas.

Vergara enfatiza que um dos objetivos do festival é justamente democratizar a fotografia. “Com os avanços tecnológicos dos celulares e com a chegada dos drones – que também terão as imagens aceitas no concurso – qualquer pessoa pode participar e votar na edição concorrente do Festival”, diz.

Outra ideia trazida por ele é fazer neste ano um evento de encerramento com duração de quatro dias, em Brasília. “Queremos trazer um número maior de workshops, tours fotográficos, leitura de portfólio, feira de equipamento de tecnologia de imagem e até festas temáticas. A fotografia é para todos, assim como todos são para a fotografia.”

Para obter mais informações sobre o regulamento, categorias e se inscrever no concurso é só acessar: https://brasiliaphotoshow.com.br.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…