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Diogo Nogueira apresenta novo álbum, só com músicas de sua autoria


O cantor e compositor Diogo Nogueira, celebrando dez anos de carreira, está prestes a colocar na estrada o show do elogiado novo álbum “Munduê”, seu primeiro projeto inteiramente autoral e que traz sonoridade que privilegia a batucada e o samba de raiz. Com cenário de Helio Eichbauer e luz de Arthur Farinon, o artista vai se apresentar em São Paulo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Os dias e locais são: 20 e 21 de abril, no Teatro Bradesco (São Paulo/SP); 8 de junho, no Teatro Feevale (Novo Hamburgo/RS); e 9 de junho, no Teatro do Bourbon Country (Porto Alegre/RS). 

No repertório, o sambista traz um show com destaque para o samba com pé no chão, com muito batuque, foco na ancestralidade, por meio de músicas inéditas de sua autoria e também composições que fizeram sucesso e marcaram a sua carreira. Há muito tempo Diogo Nogueira deixou de ser uma promessa para se tornar um de nossos maiores sambistas. Honrando o DNA herdado de uma das figuras mais queridas e emblemáticas do samba, o seu pai, João Nogueira, o artista tem levado adiante o bastão do gênero sempre buscando se integrar aos novos, sem abandonar a velha guarda ou ceder aos modismos puramente comerciais.


Depois de chamar a atenção de Chico Buarque, que lhe deu uma canção inédita (“Sou eu”), gravou um DVD de clássicos do samba numa viagem a Cuba, promoveu encontros de gerações em seu programa da TV Brasil (“Samba na Gamboa”), conquistou dois prêmios Grammy, emplacou quatro sambas-enredo na Portela, sempre consagrados com notas dez dos jurados, e agora chega ao fim de sua primeira década de carreira com o álbum “Munduê”.

Pela primeira vez, Diogo Nogueira assina todas as faixas do álbum. Ao longo de 14 composições, ele apresenta parcerias com nomes da nova geração e dedica o trabalho a mestres do gênero, como Noel Rosa, Zeca Pagodinho, Cartola, Candeia, Monarco, Paulinho da Viola, Jorge Aragão e Nelson Cavaquinho, entre outros.


Já Martinho da Vila, também saudado, e que terá uma homenagem especial durante o show, escreveu a elogiosa sinopse. “Este é o quinto disco de estúdio, mas, na essência, é o seu primeiro de puro samba (...) Eu, cá na Vila, bato palmas e digo: vá em frente, menino. Agora, se alguém perguntar quem é o Diogo, não preciso responder que é o filho do João Nogueira.  Afirmo com segurança: é um belo cantor, com personalidade própria. Um artista verdadeiro. Um elo na corrente da perpetuação do samba.”

O álbum “Munduê” foi produzido por Rafael do Anjos com Alessandro Cardozo, e é um trabalho que representa a salutar tomada de posição de Diogo em favor do bom samba de raiz, com interessante número de arranjos com ênfase na percussão e com mensagens na linha positiva, de quem quer também melhorar o Ppaís e o mundo com seu som, incluindo mensagens para energizar nosso espírito em tempos tão tenebrosos. E o show segue a mesma proposta.

A banda que o acompanha é formada por João Marcos (baixo e direção musical), Henrique Garcia (cavaquinho), Wallace Pres (violão), Jefferson Gordo (bateria), Maninho (percussão), Bruno Barreto (percussão e coro), Wilsinho (percussão) e Fabiano Segalote (trombone). O show  em São Paulo terá a participação de Lucy Alves.

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