Pular para o conteúdo principal

Neste domingo, o samba de Leci vai a Interlagos


Leci Brandão, uma das maiores referências do samba no Brasil e uma grande batalhadora  pela disseminação dos debates e lutas dos movimentos sociais, de minorias e de trabalhadores, apresenta, neste domingo, às 16 horas e às 17h30, na Praça Pau Brasil, no Sesc Interlagos, em São Paulo, as canções de seu último disco, "Simples Assim", lançado neste ano, além de músicas já consagradas de sua carreira e homenagens a personagens do samba, como Martinho da Vila, Nelson Cavaquinho e Jovelina Pérola Negra.


O repertório de "Simples Assim" é composto por várias regravações, como "Metades", "Santas Almas Benditas" ("Clareia"), "Bate Tambor", "Deixa Viver", "Essa Tal Criatura",  "Invasão", "Sabor Açaí", "Pra Gente se Encontrar de Novo", e "Super-Herói da Favela".

O disco é o primeiro gravado em estúdio por Leci em oito anos. Antes dele, havia lançado, há três anos, o CD e DVD "Cidadã da Diversidade – Ao vivo no Carioca Club SP".

Leci começou sua carreira no início da década de 70 do século passado, tornando-se a primeira mulher a participar da ala de compositores da Mangueira. Ao longo de sua carreira, Leci gravou 13 LPs, 8 CDs, 2 DVDs e 3 compactos, um total de 26 obras.

Em fevereiro de 2010, Leci Brandão filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e candidatou-se ao cargo de deputada estadual pelo Estado de São Paulo, tendo sido eleita com mais de 85 mil votos e reeleita em 2014. Como parlamentar, Leci Brandão se dedica à promoção da igualdade racial, ao respeito às religiões de matriz africana e à cultura brasileira. Segunda deputada negra da história da Assembleia Legislativa de São Paulo (a primeira foi Theodosina Rosário Ribeiro), Leci também levanta a questão das populações indígena e quilombola, da juventude, das mulheres e do segmento LGBT.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…