quinta-feira, 27 de julho de 2017

Reformas do governo golpista contrariam objetivos da ONU


A CUT denunciou, no fórum das centrais sindicais dos países que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na China, que a aprovação das reformas propostas pelo governo golpista desrespeita os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

O compromisso é uma das agendas assumidas pelo bloco e, conforme destacou o secretário de Relações Internacionais da Central, Antônio Lisboa (foto), o projeto de Temer contraria pontos fundamentais da agenda: “Nos últimos meses, o governo brasileiro aprovou emenda constitucional que proíbe por 20 anos investimentos nos serviços  de educação, saúde e assistência social. Essa emenda atinge fortemente o cumprimento dos objetivos um (redução das desigualdades), dois (erradicação da fome), três (saúde e bem estar) e quatro (educação de qualidade)”, afirmou.


O dirigente tratou ainda da relação entre a reforma trabalhista e os retrocessos sociais. “Recentemente, o Parlamento brasileiro aprovou uma profunda reforma na legislação trabalhista brasileira que faz retroceder em pelo menos cem anos as relações de trabalho no Brasil e atinge de morte o objetivo oito da mesma agenda 2030, aquele que trata de trabalho decente e crescimento econômico", acrescentou.

Para o secretário, o mundo vivencia um retorno ao modelo neoliberal que concentra a riqueza na mão de poucos, aumenta as desigualdades e a pobreza e dificulta o multilateralismo, com ameaças à paz mundial.

Segundo ele, o movimento sindical é crucial para rever o modelo excludente. “A implementação de novas e alternativas políticas macroeconômicas e industriais são determinantes para uma mudança que gere empregos de qualidade, com respeito ao meio ambiente, a implementação de sistemas justos de tributação e o combate à evasão fiscal. Esses são  desafios a serem enfrentados pelos Brics e, para tanto, os sindicatos devem ter papel fundamental na implementação dessas políticas.”

O 6º encontro do Fórum das Centrais Sindicais do Brics, criado em 2012, reúne líderes de 14 sindicatos dos países do bloco que representa mais de 40% da população mundial, um terço do PIB global e 17% do comércio do mundo. (Agência CUT)

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