sexta-feira, 7 de julho de 2017

Preços caem, sinal de que a crise se aprofunda


A atividade econômica do Brasil Novo está pior do que se pensava: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou o mês de junho com resultado negativo (deflação) de 0,23%, a primeira registrada em 11 anos. 

Os dados foram divulgados pelo IBGE. O resultado é o mais baixo para o mês de junho desde o início do Plano Real e o primeiro resultado mensal negativo desde os -0,21% de 2006. Em agosto de 1998, a taxa atingiu -0,51%.


Com isso, o primeiro semestre do ano fechou em 1,18%, abaixo dos 4,42% registrados no mesmo período do ano passado. Considerando os primeiros semestres do ano, é o resultado mais baixo da série histórica. Em relação aos últimos 12 meses, o índice acumulado foi para 3%, abaixo dos 3,6% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.

A deflação ocorre quando os preços de produtos e serviços caem em determinado período de tempo. É um movimento contrário ao de inflação, quando os preços sobem. A deflação é diferente da chamada desinflação – neste caso, os preços sobem, mas em ritmo mais lento.

E ela é boa para o país?

Definitivamente, não.

Um dos principais fatores que levam à deflação é a recessão, a retração do Produto Interno Bruto, o PIB, soma das riquezas do país. Numa crise econômica, os consumidores compram menos e forçam as empresas a reduzir preços.

Segundo economistas, a deflação é tão ruim ou até pior que a inflação muito alta quando vira uma tendência. O motivo é simples: quando os preços caem demais, as pessoas deixam de consumir e passam a poupar, acreditando que o dinheiro valerá mais no futuro. Isso alimenta uma nova queda de preços, puxando a economia para baixo.

Um comentário:

  1. Segundo Mesóclise, a economia está nos trilhos e vai muito bem. O pessoal do g20, finge que não vê, porque afinal com maluco, não se deve facilitar. E o mico do golpe já virou assunto internacional. Apesar de tudo, os golpistas, continuam em sua encenação performática porque afinal: Vai que cola?

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