quinta-feira, 27 de julho de 2017

E agora, o que fazer?


"lucro contábil do Bradesco cai 5,4% no trimestre, a R$ 3,911 bi"

"Lucro da Vale encolhe 98% no trimestre e fica em R$ 60 mi"


"Klabin encerra trimestre com prejuízo de R$ 377,6 milhões"


"Lucro da Ambev recua 1,6% no trimestre, para R$ 2,013 bilhões"


Os títulos acima estiveram em destaque na homepage do "Valor Econômico", o mais importante jornal de economia do país.

Refletem o momento que o Brasil atravessa, pouco mais de um ano depois do golpe que trocou a honestidade de Dilma Rousseff na Presidência da República por um bando de políticos da mais baixa estatura ética e moral de que se tem notícia.


O golpe está, a cada dia, se revelando um desastre sobre todos os pontos de vista.

O Brasil passou de uma nação protagonista no cenário mundial, com voz ativa em todos os mais importantes fóruns internacionais, a uma piada, uma grande 'banana republic", cujo presidente é desprezado pelos seus colegas de outros países onde quer que vá.

Internamente, a crise econômica parece não ter fim - pior, se agrava, chegando à esfera da administração pública.

O desastre que tem sido a arrecadação fiscal deverá prejudicar, brevemente, a máquina estatal, em todos os seus níveis - prefeitura, Estados e União vão sofrer muito para honrar seus compromissos.

O custo do desgoverno dos golpistas vai recair, principalmente, sobre a classe média, essa que, majoritariamente, apoiou o golpe, e sobre os mais pobres.

Mas também vai atingir, como mostram as notícias do "Valor", as empresas em geral.

Com o desemprego na faixa dos 15% da população, oferta de crédito baixa, atividade econômica fraca, a roda da economia vai girando mais devagar, contaminando todos os setores - até os bancos já dão sinais de que não passarão imunes pela crise.

Ao menos por enquanto, não se vê nenhuma saída para a bagunça generalizada em que os golpistas meteram o país.

A impressão é que mesmo os patrocinadores do golpe - políticos e empresários - não sabem mais o que fazer - se deixam tudo como está, acreditando que o "dr. Meirelles" e sua turma do "corta, corta, que os investimentos vão chegar" vão dar um jeito, ou se, num ato desesperado, abortam a trágica operação que está destruindo o Brasil.

É certo que a troca da presidenta honesta pelo bando de corruptos foi com o intuito de enfiar pela goela do povo as tais "reformas" que transformam o país num reino medieval, mas aqueles que planejaram o golpe subestimaram a incrível incompetência dos novos "administradores" do Estado brasileiro.

Se os donos do golpe tiverem um mínimo de inteligência, perceberão que, no andar dessa pesada carruagem, logo mais não haverá nem a senzala com que tanto sonharam para abrigar a massa que, acreditam, lhes deve obediência cega e absoluta.  (Carlos Motta)

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