terça-feira, 11 de julho de 2017

As senadoras indecorosas


O senador José Medeiros (PSD-MT), que provavelmente prestou, presta e prestará relevantes serviços à nação, começou a recolher assinaturas de seus colegas parlamentares com o objetivo de ingressar no Conselho de Ética contra as senadoras da oposição que protestaram no Plenário do Senado contra a votação da reforma trabalhista. Medeiros diz não ter dúvidas de que houve quebra de decoro por parte das senadoras, que ocuparam a Mesa do Senado e impediram o presidente da Casa, Eunício Oliveira, de presidir a sessão que analisaria o projeto.

Segundo ele, a representação será oferecida também aos "insufladores" e "mentores intelectuais da baderna", sem indicar outros nomes. "Isso não é o senador Medeiros. É o corpo do Senado que está se sentindo extremamente atingido, com vergonha alheia desse espetáculo que foi dado aqui para o Brasil e para o mundo, e querem representar para que o Conselho de Ética possa se posicionar", afirmou o senador.


O Conselho de Ética, que recentemente arquivou pedido de cassação do senador Aécio Neves, multidelatado por crimes diversos em inúmeros processos, para manter a sua coerência, deveria mesmo expulsar da Casa as sete parlamentares baderneiras e indecorosas.

Afinal, para quê serve o Senado, a não ser para ratificar as negociatas feitas na Câmara dos Deputados, o local mais infestado de ratazanas por metro quadrado do universo.

Se a Câmara é um grande balcão de negócios, como um hipermercado, o Senado se assemelha mais com uma dessas mercearias de luxo, onde só entra o público classe A. Mas, no fundo, os dois são iguais: detestam o povo, detestam tudo que possa beneficiá-lo, detestam a democracia..

A confusão começou quando a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) conduzia os trabalhos e concedia a palavra a outras parlamentares. Quando chegou para dar continuidade à sessão, Eunício Oliveira foi impedido, e o protesto continuou sendo feito pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO).

A senadora Gleisi Hoffmann disse esperar que o Senado exerça o seu papel como Casa revisora e altere os pontos da reforma trabalhista que achar necessário. "Qual o problema de o projeto voltar de novo para a Câmara? As principais prejudicadas com essa reforma trabalhista são as mulheres. São as empregadas domésticas, as mães que não vão ter mais lugar salubre de trabalho, é a questão do menor salário. É isso que vai acontecer", criticou senadora, nova presidenta do PT.

2 comentários:

  1. Se as Senadoras sentarem o rolo de pastel naqueles manés, podem até quebrar o decoro daquele moquifo,mas estarão honrando o voto de seus eleitores. Essa reforma trabalhista é que é indecorosa. Mais indecorosa ainda é a manutenção do golpe naquela casa. Vergonha diante do Brasil e do mundo.

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  2. Esse golpe comprado a peso de ouro, não tem outro objetivo, que não seja roubar e humilhar o País.

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