sexta-feira, 30 de junho de 2017

Recuperação do varejo ainda está distante


Se a crise política se arrasta interminavelmente, a econômica, apesar da conversa oficial, se aprofunda. Até mesmo fiadores do golpe, como as entidades empresariais, estão prestes a jogar a toalha. O presidente do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), Roque Pellizzaro Junior, é um deles: a recuperação do varejo depende de sinais mais consistentes de melhora da empregabilidade e aumento da renda, afirmou. 


Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o número de desempregados cresceu 2,1 pontos percentuais em um ano, passando de 11,2% para 13,3% no trimestre entre março e maio. Isso representa um contingente de 13,8 milhões de brasileiros desocupados, o pior número para o trimestre avaliado desde 2012.

Para Pellizzaro Junior, a manutenção da massa de desempregados em um nível elevado reforça a tese de que a recuperação da economia e do varejo será lenta e gradual, podendo sofrer solavancos em um cenário de instabilidade política. 

“A retomada do crescimento, quando vier, ainda demandará tempo para traduzir-se em aumento do emprego e da renda, que são os fatores que mais impactam no consumo. O fator emprego é o último componente da economia a apresentar melhora em um processo de recuperação. Isso quer dizer que, mesmo que a economia comece a se desenhar uma recuperação mais sólida, haverá ainda uma defasagem até que o emprego comece a reagir”, explica Pellizzaro Junior.

Com um grande contingente de trabalhadores em busca de recolocação profissional, a tendência, segundo ele, é de que na retomada das contratações, os salários oferecidos sejam mais baixos do que o nível que prevalecia antes da crise. “Outro fator que sai prejudicado é a produtividade do brasileiro. Afastados do mercado de trabalhado por um longo período, há uma natural perda de qualificação de mão de obra”, diz. 

Um comentário:

  1. Não há nada com minimo de decência, que prospere em meio a tanta bandalha.

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