quarta-feira, 14 de junho de 2017

Os mestres do jornalismo, segundo os jornalistas: Miriam Leitão, Jabor, Cid Moreira, Sardenberg...


A jornalista Miriam Leitão, protagonista de um polêmico incidente aeronáutico nesta semana, integra um seleto grupo de profissionais de imprensa cujo hobby é colecionar troféus. 

Empresas diversas, como meio de aumentar seu prestígio e faturamento, promovem anualmente dezenas de concursos para jornalistas.

O mais famoso de todos, o Prêmio Esso, acabou no ano passado, depois de 60 anos distinguindo o crème de la crème da imprensa brasileira.

Mas deixou no seu rastro vários outros de mais ou menos importância e repercussão. 


Um deles se denomina o "Oscar" do jornalismo nativo, o "Comunique-se", promovido pela empresa do mesmo nome desde 2003.

Ele tem a peculiaridade de escolher o vencedor por meio de eleição direta dos integrantes da categoria profissional.

É, portanto, uma boa maneira de entrar na cabeça dos nossos jornalistas, saber quem eles consideram os melhores do métier. 

Para ajudar nessa tarefa, desde 2007 o Prêmio Comunique-se instituiu uma "Galeria Mestres do Jornalistas".

No site do prêmio, há a explicação de como um profissional recebe essa honraria:

"Para fazer parte da seleta lista, profissionais da imprensa e agências de comunicação precisam conquistar três vitórias consecutivas numa mesma categoria, nos anos em que estiverem habilitados a concorrer, ou cinco vitórias, também numa mesma categoria, em anos aleatórios."

Como se vê, não é fácil atingir o status de "mestre" na premiação. 

Os nomes dos ungidos dão uma mostra bastante sincera do que o jornalismo brasileiro.

Fazem parte do seleto time, entre outros, Arnaldo Jabor, Carlos Alberto Sardenberg, Cid Moreira, Clóvis Rossi, Cora Rónai, Fernando Mitre, Monica Bergamo, Renata Vasconcelos, Ricardo Boechat, Ricardo Noblat, Roberto Civita, Ruy Mesquita, Sérgio Dávila, Tadeu Schmidt, Cléber Machado, Arthur Xexéo, e claro, Miriam Leitão.

No ano passado, a jornalista das Organizações Globo, foi a grande vencedora da noite de gala do prêmio, realizada no espaço Tom Brasil, em São Paulo. Ela foi escolhida pelos jornalistas nas duas categorias em que concorreu ao troféu e, pela segunda vez, entrou para a galeria de "Mestres do Jornalismo".

Miriam venceu na categoria “Colunista – Opinião”, e em “Economia – Mídia Falada”.

Como diria Ibrahim Sued, outro que brilhou nas Organizações Globo, e fez escola com o seu colunismo social misto de puxa-saquismo, fofocas, e alguma notícia, "sorry, periferia". (Carlos Motta)

4 comentários:

  1. Disse certa vez Ibrahim Sued, um dos expoentes do jornalismo global, que havia conhecido em uma festa, um certo embaixador que falava mais de dez linguas. Impressionado com a cultura do novo amigo, afirmou que havia conhecido um "verdadeiro troglodita". Ridículo e cascateiro, o jornalismo global acha que nos faz a todos de idiotas.

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  2. Esses prêmios de jornalismo, lembram muito os desfiles de fantasia do Municipal. A cada ano uma bicha deslumbrada vencia o concurso, pra não haver briga entre elas.
    Sorry, coxinhas.

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