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Saques do FGTS inativo só serviram para pagar contas


Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 36% dos trabalhadores que fizeram saques das contas inativas do FGTS usaram o dinheiro para pagar dívidas atrasadas. Outros 7% utilizaram o benefício para quitar parte de compromissos pendentes e 10% aproveitaram o dinheiro extra para antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como crediário e prestações da casa ou do carro.

Entre quem sacou os recursos do FGTS, a maior parte do dinheiro foi destinada ao pagamento de despesas do dia a dia, citado por 42% dos beneficiários. Apenas 6% usaram o saldo inativo do fundo de garantia para realizar compras e 16% investiram ou pouparam.


Dados oficiais estimam que mais de 30 milhões de trabalhadores têm direito a realizar saques, sendo que 80% dessas pessoas possuem até R$ 1.500 nas contas inativas. No total, quase R$ 44 bilhões devem ser injetados na economia.

Levando em consideração os consumidores que ainda vão realizar saques, a principal finalidade também será o pagamento de dívidas: 26% vão utilizar o dinheiro para quitar compromissos atrasados e 21% vão utilizá-lo para regularizar ao menos uma parte das pendências em atraso. Outros 25% pretendem pagar despesas do dia a dia. Apenas 4% vão realizar compras de produtos que tem vontade como roupas e calçados. Os que vão usar o dinheiro extra para viajar representam apenas 3% e 2% querem aproveitar os recursos para adquirir um automóvel.

De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, 8% dos brasileiros já sacaram o benefício e 18% ainda pretendem fazê-lo assim que o lote estiver disponível. No total, 51% dos consumidores não têm dinheiro a resgatar o FGTS inativo, enquanto 18% desconhecem se têm direito ao saque.

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