quarta-feira, 19 de abril de 2017

Recatadas e do lar voltam a sorrir: cresce o número de empregadas domésticas


O Brasil Novo vai finalmente colocando as coisas nos seus devidos lugares, depois de mais de uma década de desordem social provocada pelos governos trabalhistas: após três anos com redução, a parcela de trabalhadoras domésticas no total de mulheres ocupadas voltou a crescer em São Paulo. Em 2016, a criação de ocupações nos serviços domésticos aumentou 3,4%, o que alterou a parcela de trabalhadoras nesse segmento, que cresceu de 13,1%, em 2015, para 14,1%, em 2016.

É um alento para a classe média brasileira, que volta a contar com o trabalho de suas "secretárias" ou "funcionárias" - os eufemismos usados para não dizer o depreciativo "empregadas".

No fundo, no fundo, "escravas" seria o termo mais adequado. 

Os dados que apontam a volta gradativa desse tipo de trabalho são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na região metropolitana de São Paulo, feita anualmente pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


Em 2015 as mensalistas com carteira assinada representavam a maior proporção dessas trabalhadoras (42,8%), mas em 2016 a posição passou a ser ocupada pelas diaristas (43%). 

Já a parcela de mensalistas sem carteira ficou relativamente estável, ao passar de 17,7%, em 2015, para 17,6%, em 2016.

O levantamento mostra também que aumentou o porcentual de diaristas com carteira de trabalho assinada e diminuiu o de mensalistas. Em 2015, as mensalistas com carteira assinada representavam a maior proporção dessas trabalhadoras (42,8%).  Mas, em 2016, a situação se inverteu, e as diaristas passaram a ser maioria (43%).

Já a parcela de mensalistas sem carteira assinada em 2016 ficou relativamente estável com 17,6%. No ano de 2015 a proporção foi 17,7%.

Outro dado da pesquisa revela que, após 11 anos com expansão, diminuiu o rendimento médio real por hora das mensalistas com carteira e das diaristas - outra vitória das mulheres recatadas e do lar. De 2015 para 2016, houve redução de 8,3% para as mensalistas com carteira assinada, que passaram a receber, em média, R$ 7,43 por hora e de 4% entre as diaristas, cuja remuneração média passou a ser de R$ 10,26 por hora.

Segundo o levantamento, 86,2% das mensalistas sem carteira assinada não contribuíram para a Previdência Social no ano passado. Entre as diaristas, 76,7% delas não contribuíam para a Previdência, em 2016.

As mulheres correspondiam a pouco menos da metade (46,1%) do total de ocupados na região metropolitana de São Paulo em 2016, mas representavam quase a totalidade dos trabalhadores domésticos (96,9%), realizando, principalmente, atividades de serviços gerais, contratadas com ou sem carteira de trabalho assinada, ou trabalhando como diaristas. Ocupações cuidadora de idosos, que demandam alguma especialização e maior remuneração, ainda constituem uma pequena parcela do segmento. (Informações da Agência Brasil)

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