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Os EUA não sabem viver sem guerra


O que o Zé Mayer tem a ver com a política externa dos EUA?

No Twitter, a atriz gente boa Leticia Sabatella disse que o "Zé Mayer não se emenda". O mesmo pode-se dizer do Tio Sam. 

Anos atrás, tropas dos EUA invadiram o Iraque sob a alegação de que Saddam Hussein tinha armas químicas e estaria pronto pra usá-las. A versão do então presidente Bush Jr. foi bovinamente comprada por jornais como NY Times e Washington Post. 

Depois de destruir um país, matar velhos, mulheres e crianças, os "defensores mundiais da democracia" assumiram que não havia arma química nenhuma nas mãos do Saddam.

Os jornais continuaram embrulhando peixe. 

Agora, sob o Trump (quanta decadência na "land of the free", país que elege Bush e Trump), os EUA lançam mísseis em território já devastado na Síria, onde famílias como a sua e a minha sobrevivem sabe-se lá de que jeito. 

A alegação é de que o recente ataque químico na Síria teria sido feito sob ordens do Assad, versão mais uma vez comprada pela imprensa ocidental sem que haja provas da autoria do ataque químico. 

Os EUA não sabem viver sem estar em guerra. E só ler um pouco a história daquele país.

Os EUA, que já foram sócios bélicos do Saddam e do Bin Laden, não se emendam. Para além de suas fronteiras, só conhecem a linguagem das armas. 

Em represália a um ataque químico, lançam mísseis como se esses não matassem. 

Que lógica estúpida é esta? (Mario Rocha)

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