Pular para o conteúdo principal

Explode número de ações por falta de pagamento de aluguel



A vida não está fácil no Brasil Novo, esse que prometia um paraíso de leite e mel para seus habitantes: em março foram registradas 1.836 ações judiciais por falta de pagamento de aluguel, 50% a mais quando comparado ao mesmo período do ano passado, que registrou 1.228 ações.  

A comparação de março deste ano com fevereiro também mostra um aumento de 33% no número de processos: em fevereiro foram movidas 1.377 ações. 

Os números são do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), monitorados pela AABIC- Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo.


A soma de todos os tipos de ações locatícias atingiu 2.056 em março, que em comparação ao mesmo período de 2016 (de 1.362 ações), representou aumento de 51%.

Na comparação com fevereiro, o aumento foi de 31%.

Das 2.056 ações movidas em março, 89% foram por falta de pagamento de aluguel. As ações ordinárias somaram 3,89%. E as ações renovatórias e consignatórias, somaram 5,98% e 0,83% das ações.

Já as ações de cobrança de condomínios por falta de pagamento atingiram o número de 1.177 em março, aumento de 121% se comparado ao mesmo período do ano anterior (533 ações). 

Em comparação com  fevereiro a variação foi de 117%.

Comentários

  1. Enquanto isso, os rentistas nadam de braçada.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…