segunda-feira, 3 de abril de 2017

As grandes esperanças brancas


O Dr. Mesóclise é, sem nenhuma dúvida, o pior presidente da história do Brasil.

Bate com folga tipos como José Sarney, FHC e Collor.

Os ditadores militares são hors concours, evidentemente.

Político que viveu e cresceu nas sombras, à custa de esquemas e negociatas com pessoas da mesma dimensão, um "vice decorativo", como bem se definiu, o Dr. Mesóclise quando teve de se expor à luz do sol, simplesmente derreteu.

O fato de ter se cercado dos mais repulsivos representantes da classe política já seria um sinal mais que evidente de sua personalidade e caráter.

Mas ele foi muito além, ao propor - e pôr em execução - medidas radicalmente contrárias às da chapa que compôs e que venceu as eleições em 2014, numa demonstração de que, desde sempre, atuou como um cavalo de Troia, um infiltrado nas hostes do "inimigo" - um traidor, enfim.

Certo que o Dr. Mesóclise não age, no desmanche que promove no mínimo Estado de Bem-Estar Social montado pelos trabalhistas, sozinho, por inspiração e desejo próprios.

É apenas um pau-mandado da oligarquia nacional, essa que não suporta ver a diminuição das desigualdades sociais que fazem do país um imenso Haiti.

Mas como tudo, mais dia, menos dia, o Dr. Mesóclise desaparecerá, será substituído, muito provavelmente por outro fantoche dos endinheirados - o golpe que o colocou no comando do Executivo, afinal, também foi promovido para barrar qualquer pretensão do campo progressista de voltar ao Palácio do Planalto.

As opções que tem a Casa Grande não são, porém, muitas, ao contrário dos balões de ensaio que semanalmente aparecem nos jornalões.

Luciano Huck, francamente...

De todos, um dos mais seriamente considerados é o novo prefeito paulistano, portador de várias "qualidades" apreciadas pelos oligarcas nacionais.

Pode-se mesmo dizer que ele faz parte da turma.

O seu maior problema, no entanto, é justamente o mesmo do Dr. Mesóclise, ou seja, uma fraqueza intelectual de dar dó, que tem sido, por enquanto, mascarada por uma agressiva estratégia de marketing.

Todo embuste tem prazo de validade. 

É bem provável que a máscara do engomadinho caia bem antes de a campanha eleitoral de 2018 começar - se é que haverá eleição nesse ano. (Carlos Motta)

Um comentário:

  1. Caramba! Êsse é o tamamho do embróglio. Que situação! Enquanto isso o País escorrega e patina na entrada da "ponte para o futuro negro". Fora Mesóclise. E leva junto seus engenheiros de pinguela.

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