domingo, 19 de março de 2017

Carne a jato


Interessante diálogo foi mantido entre dois jornalistas amigos, Mario Rocha e Edson Almeida, no Facebook, motivado pela polêmica arremetida da Polícia Federal nos frigoríficos nativos e baratos afins:

Mario:

Se você ler os ingredientes das embalagens de comida vendida nos supermercados e se informar como são produzidos os alimentos que comemos, saberá que nos envenenamos diariamente. Cada um come o que quer e gosta. É um direito que temos. Mas acho importante que tenhamos consciência do que ingerimos. Do quanto as grandes empresas do tal capetalismo nos envenenam com conservantes, agrotóxicos, colorantes, hormônios, aromatizantes, realçadores de sabor... a lista é enorme. A indústria dos alimentos nos envenena e a indústria farmacêutica nos cura. Uma combinação do capeta. Do capetalismo sem controle dominado pelas grandes corporações internacionais. Até onde eu posso, dou preferência a alimentos orgânicos e não industrializados. E produzidos por pequenos produtores. É uma maneira de obter alimentos mais saudáveis e combater a dominação das grandes empresas que nos impõem seus lucros em lugar de produtos saudáveis.

Edson:

Mario, tudo isso que você falou é verdade. Mas tá muito esquisita essa história da Polícia Federal atacar todas as empresas que, de uma forma ou de outra, competiam lá fora e rivalizavam com as americanas ou atuavam nos mercados de interesse dos EUA. E é interessante notar como tem corrupção em Curitiba, a pátria dos coxinhas e dos fascistas da Lava Jato.

Mario:

Edson, tenho plena convicção de que a Lava-Jato age a serviço de interesses, no mínimo, pouco transparentes. Sob uma capa de combate à corrupção, o juizeco e a turma dele aos poucos vão destruindo o maior partido político de esquerda da América Latina e as grandes empresas de capital brasileiro com atuação internacional. Uma das consequências da Lava-Jato é devolver o Brasil à sua condição de pais periférico e dependente do capetalismo mundial. Os governos petistas, apesar de todas as cagadas que fizeram ao reproduzir um sistema de corrupção já existente no país, tentaram emancipar o povão a um status de cidadania e colocar o Brasil em destaque na economia e na política planetária. A Lava-Jato, com o apoio da imprensa corporativa, é um instrumento desses interesses pouco transparentes que tem por objetivo interromper o processo de emancipação do povo e do país. A direita avança no mundo inteiro.

Um comentário:

  1. Diálogo cheio de sabedoria. Gostaria de acrescentar um fato intrigante. Na década de 80, estive em Curitiba, a trabalho por dois dias, e tive a mesma impressão do Edson. Tem cheiro de corrupção no ar, que me perdoem os Curitibanos. Nunca mais tive vontade de voltar lá.

    ResponderExcluir