segunda-feira, 6 de março de 2017

Boicote


A julgar pelo que se lê nas redes sociais, muita gente está disposta a boicotar a rede de fast food Habib's, apoiadora pública do golpe que trocou uma presidenta honesta por um bando de picaretas, e envolvida no assassinato de um menino de 13 anos na capital paulista.

Sou inteiramente a favor do boicote.

Aliás, já não entro nos "restaurantes" dessa rede há um bom tempo, não só pelo fato de ela ter participado intensamente do golpe, mas por ter sido pessimamente atendido em certa ocasião.

Quando a gente chega a uma determinada idade parece que a paciência, como o nosso próprio corpo, dá claros sinais de esgotamento.

Comigo aconteceu isso: a grande dose de paciência que demonstrava em outras eras se foi na mesma proporção em que praticamente todos os serviços privados e públicos acompanharam a derrocada do processo civilizatório do Brasil.

Para resumir, boicoto todo comércio ou serviço ou profissional que não me trate bem, como pessoa ou consumidor - e ostensivamente esteja do lado daqueles que querem levar o país para a Idade das Trevas.

Globo, por exemplo, não assisto há não sei quantos anos.

Não assino nenhum jornal ou revista.

Deixei de comprar na Livraria Cultura desde que ela nada fez para impedir que fascistas hostilizassem Suplicy e Haddad.

Não entro na Riachuelo por motivos mais que óbvios.

E assim vai.

Aqui mesmo, na pequena cidade de Serra Negra onde moro há três anos, deixei de ir a vários locais por esses motivos.

Sei que uma atitude isolada, ou de um grupo de pessoas, vai afetar muito pouco os negócios dessa turma.

Mas, pessoalmente, isso pouco me importa.

O passar dos anos não me deixou apenas impaciente, mas me obrigou a fazer o possível para evitar aborrecimentos.

Buscar, ao menos, a tranquilidade, a paz de espírito, é tudo o que me resta. (Carlos Motta)

Um comentário:

  1. Aqui em minha Cidade é a mesma coisa. Parece que conseguiram padronizar o modêlo barbárie. Péssimo atendimento, acredite, chega a ser agressivo. Pra quem gosta é um prato cheio. Dou a volta pela outra rua, pra não passar em frente dessa espelunca.

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