sexta-feira, 24 de março de 2017

A revista dos donos do Brasil agora é mensal


De uma coisa o prefeito paulistano, João Doria, não pode ser acusado: desconhecer o jogo do capitalismo, ou do "empreendedorismo", como queiram.

No frigir dos ovos, como se dizia antigamente, Doria é um espertalhão.

Filho de "bom berço", não teve de pegar muito no pesado, mas soube construir como poucos a sua carreira de empresário de egos, aproximando executivos de políticos e políticos de executivos.

Hoje tem um conglomerado de empresas que se dedicam ao mundo maravilhoso dos ricos e famosos, típicos ególatras, movidos a vaidade pura.

Nessa miríade de negócios cintilantes há até espaço para uma revista, esse meio de comunicação que anda meio sumido e que já tem lugar reservado nos bons museus mundo afora.

A publicação, como não poderia ser diferente, se chama Lide - o nome mágico que Doria escolheu para a matriz de seus inúmeros negócios.

E, coincidência ou não, apenas dois meses depois de ele ter assumido o cargo de alcaide paulistano, a Lide fica mais saidinha, mais fortinha, com a cara típica do Brasil Novo: antes bimestral, agora é mensal, avisa o press release distribuído pelo Grupo Doria, que explica a quem a publicação se destina, o "público triple A, decisor".

Já fiz a minha assinatura.

A  íntegra do material de divulgação vai na sequência.

É rir para não chorar...


Revista LIDE, principal publicação da Doria Editora, passa a circular mensalmente

A Doria Editora anuncia novidades em 2017. A revista LIDE, principal publicação, passa a ser mensal. Até o final do ano passado, a circulação ocorria a cada dois meses. Além disso, cada nova edição será acompanhada de encartes temáticos sobre varejo, empreendedorismo, marketing, saúde e agronegócio.


De acordo com Célia Pompéia, publisher da editora, a mudança reflete e se adequa às necessidades e exigências do mercado. "Hoje, a velocidade das notícias e dos negócios é ainda mais intensa e um título mensal se torna mais dinâmico", explicou. Segundo ela, a Doria Editora manterá seu foco nos assuntos de interesse de seus leitores, assim como o mesmo número de títulos, o que muda é a agilidade das informações.

"A LIDE é uma publicação destinada àqueles que se interessam pelo momento atual do país e do mundo, e desejam se atualizar com as principais tendências do mercado e dos negócios. Nossas edições são pautadas por cases de sucesso, empreendedorismo, negócios e afins. A veiculação mensal vem ao encontro da expectativa do nosso público e fortalece a interação entre as demais plataformas de comunicação, como a TV LIDE e os próprios eventos organizados pelo Grupo Doria", analisa Ana Lúcia Ventorim, diretora de Comunicação e Conteúdo.

Bia Cruz, diretora geral de Publicidade, explica que foi detectada "ótima aceitação por parte dos clientes para esta mudança. A LIDE é uma marca consolidada no mercado, voltado ao público triple A, decisor. A edição mensal permite melhor programação para as campanhas, por exemplo. E os cadernos especiais encartados na revista ganham a força da LIDE".

Com 124 páginas e tiragem de 40 mil exemplares, a primeira revista LIDE de chega às bancas de todo o país, ao preço de R$15. Ao todo foram 21 anunciantes: AUDI, CONVENTION CENTER, COPACABANA PALACE, EASY WAY, E.M.S., FÓRUM NACIONAL DO VAREJO, FÓRUM EMPRESARIAL, GJP, GALERIA BIA DORIA, GOVERNO DE GOIÁS, HAP VIDA, HOTEL DAS CATARATAS, HZ EVENTOS, PERSON OF THE YEAR, PISELLI, PRODENT, RODEIO, SAPORE, ULTRAFARMA, VIVO e TV LIDE.

A LIDE 58 trouxe destaques como uma entrevista com a executiva israelense Mia Stark, CEO da Gazit Brasil, responsável pela aquisição, desenvolvimento e administração de shopping centers. Atualmente, a empresa controla nove empreendimentos - dois fora de São Paulo. Na entrevista, Mia fala sobre seu estilo de gestão, dos desafios impostos pela crise econômica que assola o Brasil. Entrevistas, artigos, perspectivas para a economia brasileira e análises sobre a Era Trump também fazem parte da edição.

Um comentário:

  1. Essas revistinhas de sacanagem são totalmente sem graça. Boas mesmo, eram as do Carlos Zéfiro.

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