quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Recessão faz brasileiro adiar compras para o segundo semestre


A Deloitte, multinacional que oferece serviços de auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária para clientes públicos e privados, divulgou pesquisa sobre os planos do consumidor brasileiro. E a conclusão é que, ainda preocupados com a crise econômica, e diante de riscos como o de vir a perder seus empregos, eles, em sua maioria, como destaca o release divulgado pela empresa,"estão apreensivos neste começo de ano e adiam para o segundo semestre seus planos de compras ou de gastos, à espera de uma melhora do cenário nacional".

De  acordo com o levantamento, denominado "Hábitos e tendências de consumo do brasileiro no início de 2017", em questão aberta a múltiplas escolhas, 61% dos participantes da enquete afirmaram que vão adiar para o segundo semestre do ano possíveis gastos com viagens e com a troca de equipamentos eletroeletrônicos (como TV, smartphone, computador etc.). O segundo desejo de compra mais citado, e que ficará para mais tarde para 51% dos pesquisados, está relacionado à troca de eletrodomésticos (como geladeira, fogão e outras utilidades para o lar). A compra ou troca de carro vem em terceiro lugar na lista de desejos adiados para a segunda metade do ano (com 45% das referências).


Alguns serviços também devem ser afetados pela cautela do consumidor, já que 41% dos 1.084 consultados pelo instituto Ibope/Conecta-i afirmaram que vão protelar para o segundo semestre de 2017 os gastos previstos com cuidados pessoais (como academia e tratamentos estéticos, entre outros).

“Percebemos que as pessoas têm muita vontade de que o Brasil volte logo aos trilhos. Mas, como já tínhamos percebido em nossa Pesquisa de Natal 2016, o consumidor segue cauteloso diante da crise renitente, inclusive com receio de perder seu emprego. É natural, então, que adie seus planos de compra, esperando uma melhora no cenário econômico”, avalia o responsável pela enquete, Reynaldo Saad, sócio-líder para a indústria de Bens de Consumo e Produtos Industriais da Deloitte Brasil.

Os fatores que mais influenciaram a decisão de compra dos consumidores neste início de ano foram: o receio dos efeitos da crise econômica (citado por 94% dos participantes da enquete), cautela em relação à alta da inflação e/ou dos juros (91%), o fato de os pesquisados afirmarem que sempre economizam ou poupam parte ou todo o seu décimo terceiro salário (65%), e o receio de perder o emprego (com 44% das referências).

A enquete reforça que o brasileiro que pretendia comprar neste início de ano estava muito interessado em descontos e em preços mais baixos para efetivar suas aquisições. Em relação às grandes liquidações de começo de ano, 63% dos participantes destacaram que o fator “maior desconto para pagamento à vista” é o mais valorizado no momento da compra, seguido por promoções do tipo compre um e leve dois, com 44% de citações. Também as ofertas de produtos de mostruário com preços reduzidos atraíam a atenção de 31% dos consumidores.

Em relação ao canal de compras, 48% dos entrevistados afirmaram ter concentrado suas compras na internet, enquanto que 47% usaram as lojas físicas e 5% disseram que sequer fizeram compras de Natal.

Um comentário:

  1. Decisão correta. Só não sabemos de que ano, voltaremos a comprar no segundo semestre. Espero que seja ainda nessa década. Será?

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