segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Recessão acabou só na cabeça dos golpistas


Dados referentes à atividade economia são divulgados com certo atraso pelo Banco Central (BC), portanto não há dados para 2017 ainda. Dessa forma, segundo informações recentes mensuradas pelo IBC-Br, indicador que serve como uma espécie de prévia do PIB calculado pelo BC, a atividade econômica fechou 2016 bem abaixo do esperado, com queda de 4,34%. Depois de leve alta de 0,10% em novembro, o indicador mostrou queda de 0,26% em dezembro. Em uma análise trimestral, no quarto trimestre, a queda da atividade foi de 0,36% sobre o trimestre anterior. O resultado de 2016 foi ainda pior que a retração de 4,28% de 2015.


Assim, é difícil traçar uma perspectiva clara sobre uma recuperação em 2017. As expectativas ainda estão nebulosas. Dados do nível de atividade não revelam uma trajetória clara. Informações de comércio exterior até janeiro de 2017 revelam que o superávit da balança comercial é fruto ainda da forte retração das importações e da recessão, além de uma clara dependência do setor de commodities. 

Quanto à indústria, a alta capacidade ociosa e o endividamento do setor privado não ensejam recuperação do investimento no curto prazo. No que tange à inflação e à politica monetária, a desaceleração do aumento dos preços aufere mais relaxamento da política monetária, logo, uma maior cooperação do Banco Central para a retomada da economia. 

Caberá aguardar os dados dos próximos meses para verificar a consolidação de alguma tendência, particularmente a reação da economia com a perspectiva de queda da taxa de juros. Enquanto isso não ocorrer, o desemprego e compressão da renda continuarão a se fazer presentes da vida dos trabalhadores. (Igor Rocha, economista/Fundação Perseu Abramo)

2 comentários:

  1. Tamos lascados. Enquanto isso na capital, está bombando a ópera "O Surubarbeiro de Brasilia".Dizem que o ponto alto do espetáculo, é quando o tenor Mesóclise grita a plenos pulmões:"figaro, figaro, figaro." E os espectadores do teatro se mandam, achando que é o pica-pau do desenho animado que chegou de Curitiba, com a navalha na mão. O gente ingnorante!

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  2. Como não? Vai entrar pra história sim. Daqui a alguns anos, para seus filhos, os pais contar-lhes-ão(he,he, isso pega)a história do "Rei Ladrão e suas Lambanças". Ao anoitecer, as crianças irão pedir, conta pai,conta: "era uma vez um Rei, que estava com uma baita dor de cabeça e não parava de reclamar da vida: "ai,ai, o meu gato angorá toda hora quer peixe, o meu mordomo ficou doente, o xerife do reino é o sobrinho do carcunda de Notre Dame."Assim não pode, assim não dá, já disse o adivinhador do Reino." E por aí vai.....

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