terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O eterno país do carnaval


Segundo a imprensa de Jundiaí, o bloco carnavalesco Chupa Que é de Uva reuniu, dias atrás, cerca de 40 mil pessoas em seu "desfile". A cidade tem aproximadamente 400 mil habitantes. Ou seja, 10% de sua população foi, como se dizia, "brincar" antecipadamente o carnaval com o bloco.

Leio que na capital um outro bloco, o Baixo Augusta, reuniu 300 mil foliões.

Tanto em Jundiaí como na capital o Poder Executivo pouco fez para ajudar a organizar a bagunça.


Essas duas - e tantas outras - manifestações carnavalescas são, portanto, iniciativas de pessoas que acham importante a festa.

São manifestações populares.

Creio que, a julgar por essas prévias, o carnaval deste ano, o da mais profunda recessão já vista nestas terras, será um dos mais marcantes dos últimos tempos.

É tanta alegria, tanta criatividade, tanto suor, que fico pensando cá com meus raros botões o que seria deste Brasil se toda essa energia fosse canalizada para a construção de um país mais justo e igualitário.

Penso tanto nisso que acabo concluindo que a minha ingenuidade é incurável.

Afinal, este sempre foi, é, e sempre será o país do carnaval.   (Carlos Motta) 

Um comentário:

  1. Concordo. Acho que essa palhaçada golpista, tem alguma coisa a ver com o carnaval. Não sei exatamente o que. Mas que tem, tem. Como diz a marchinha: "atrás da cleptofolia só não vai quem já morreu."

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