quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Lula, a solução


A produção industrial brasileira caiu 6,6% no ano passado; o comércio varejista amargou queda de 6,2%; o comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, encolheu incríveis 8,7%; e o setor de serviços diminuiu 5,0% no ano passado. As informações são oficiais, do IBGE, e refletem o desastre que tem sido o governo golpista do Dr. Mesóclise e seu bando de picaretas.

Embora os jornalistas amestrados da área econômica façam um esforço tremendo para dizer que daqui para a frente tudo vai ser diferente, todas as palavras, frases, parágrafos e textos que escrevem devem ser incluídos na categoria de "ficção".

A economia brasileira não tem condição nenhuma de se recuperar a curto ou a médio prazos, se os golpistas insistirem nas medidas que tomaram, estão tomando e prometem tomar - ou alguém acha que empobrecer a população, destruir o setor de construção pesada e o naval, entregar a Petrobrás e por tabela a petroquímica ao estrangeiro, sucatear a saúde, restringir a educação aos endinheirados, desidratar os programas sociais, só para citar alguns exemplos mais notórios, vai atrair, como prometeram, uma fila de investidores alienígenas, com sede para, segundo diria Delfim Netto, decano dos conservadores, atirar-se ao mercado com todo o seu "instinto animal"?

O fato é que o Brasil está num atoleiro tão profundo e pegajoso que para sair dele serão necessárias mais que ações econômicas anticíclicas, que não estão no manual neoliberal profundamente ultrapassado dos golpistas, ou a troca de comando desejada por muitos, na qual se veria a saída do Dr. Mesóclise  e seu bando de picaretas e a entrada, no comando do poder central, de algum prócere ou testa-de-ferro tucano e ... seu bando de picaretas.

A recuperação, ou porque não dizer, reconstrução, do Brasil, só será possível, a médio prazo, num amplo acordo entre todos os que se digladiam, algo, evidentemente, que não ocorrerá, tal a burrice dos protagonistas da desgraça nacional.

O nome mais óbvio para comandar um processo desses, pela sua índole de negociador e seu gene de animal político, seria justamente aquele mais odiado pela chamada "elite", o ex-presidente Lula, atualmente vítima da mais feroz e ignóbil perseguição que se tem notícia na história brasileira. 

A situação do país é, portanto, paradoxal: para se salvar do naufrágio que provocaram por causa de sua estupidez e ódio de classe, os nossos prezados oligarcas teriam de dialogar justamente com o homem que elegeram como seu maior inimigo.

Lula, em que pese a opinião do juiz Moro e seus procuradores caolhos, é a chave para a pacificação e consequente recuperação econômica do Brasil. (Carlos Motta)

Um comentário:

  1. Não sei não prezado Motta. Concordo que Lula é solução pra qualquer sociedade civilizada. Será que consegue dar jeito nessa terra de cabeças de bagre? Consegue não. É muito burro junto no mesmo lugar.

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