quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Comércio desemprega 107 mil só em São Paulo

Mais números impressionantes sobre a recessão econômica provocada pelos golpistas brasileiros: o comércio varejista eliminou mais de 107 mil empregos com carteira assinada nos últimos dois anos no Estado de São Paulo, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomercio). 



Só em dezembro do ano passado foram fechados 5.133 postos de trabalho, resultado de 66.721 admissões e 71.854 desligamentos. Com isso, o varejo encerrou 2016 com um total de 2.082.883 trabalhadores, queda de 2,2% na comparação com o mesmo período de 2015. No acumulado do ano passado, foram extintos 47.146 postos de trabalho.

Entre nove setores pesquisadas, somente dois tiveram crescimento em dezembro de 2016, em relação a dezembro de 2015: farmácia e perfumaria (2,3%) e supermercado (0,6%). Houve queda nos segmentos de concessionárias de veículos (-6%), lojas de móveis e decoração (-5,1%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-5%).


Na comparação por tipos de ocupações, as funções com pior saldo em dezembro foram de escriturários de controle de materiais e de apoio à produção (-1.460 vagas) e escriturários em geral, agentes, assistentes e auxiliares administrativos (-889 vagas).

Na capital paulista, foram eliminados 4.147 empregos, resultado de 21.257 admissões e 25.404 desligamentos em dezembro. O número total foi de 649.631 trabalhadores, gerando saldo negativo no acumulado do ano de 12.486 empregos. Foi registrada redução de 1,9% do número total, na comparação com dezembro de 2015.

Para a FecomercioSP, o cenário deve ser muito difícil em 2017, pois o varejo não será capaz de recuperar as perdas dos dois últimos anos. A previsão é de que haverá redução de empregos formais no primeiro semestre, compensada pela geração de vagas nos últimos seis meses, se o cenário econômico mostrar melhora - algo que dificilmente ocorrerá.

Um comentário:

  1. Pois é prezado Motta. Vamos ver o que os governantes tucanos, vão fazer para aliviar o sofrimento do Povo, que tão fielmente os elege.

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