Pular para o conteúdo principal

O Brasil Novo está indo à falência


O release distribuído pela  Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) diz tudo sobre o desastre que tem sido o governo do Dr. Mesóclise e seu bando de picaretas para a economia do país: os pedidos de falência em 2016 aumentaram 12,2% em relação a 2015, e as falências decretadas cresceram 14,7% no ano passado na comparação com 2015.

A situação do Brasil é catastrófica em qualquer setor que se queira analisar.

Os golpistas estão, simplesmente, acabando com a nação.

E quem apoiou o golpe, como a maioria dos empresários, deve agora estar percebendo que deu um tiro no pé.

A íntegra do release vai abaixo:


Pedidos de falência encerram o ano com alta de 12,2%, segundo Boa Vista SCPC

Crescimento dos pedidos de recuperação judicial foi de 49,4%

Os pedidos de falência encerraram o ano com alta de 12,2% no acumulado de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Em dezembro, o número de pedidos de falências recuou 7,0% na comparação mensal com novembro e aumentou 19,2% em relação a dezembro de 2015 (comparação interanual).

No acumulado do ano, as falências decretadas subiram 14,7% em relação ao ano anterior. Na comparação interanual aumentaram 66,7% e diminuíram 11,2% ante o mês anterior.

Os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas terminaram o ano com crescimento de 49,4% e 59,4%, respectivamente.  A tabela 1 resume os dados.



Seguindo a tendência esperada pela Boa Vista SCPC, mesmo com a leve desaceleração apresentada nos últimos meses, os indicadores de solvência encerraram o ano maiores do que os registrados no ano anterior. A redução da atividade econômica somada aos elevados custos, à restrição e encarecimento do crédito, dificultaram a geração de caixa das empresas e agravaram a situação das empresas que já não vinham bem desde 2015. Em 2017, com uma possível melhora dos indicadores macroeconômicos, os indicadores devem apresentar sinais de melhora.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por porte

A tabela 2 mostra como estão distribuídas as falências e recuperações judiciais por porte de empresa em 2016, a partir dos critérios de porte de empresa adotados pelo BNDES.

As pequenas empresas, por exemplo, representam cerca de 86% dos pedidos de falências e 94% das falências decretadas. Tanto nos pedidos de recuperação judicial como nas recuperações judiciais deferidas, as pequenas empresas também correspondem ao maior percentual, ambas com 93% da totalidade de casos.



Distribuição das falências e recuperações judiciais por setor

Na divisão por setor da economia, o setor de Serviços foi o que representou o maior percentual nos pedidos de falência (39%), seguido do setor Industrial (37%) e do Comércio (24%). Em termos de crescimento, o setor industrial foi o que mais aumentou nos valores acumulados no ano (em relação ao ano anterior), com alta de 14,2%. Mantida base de comparação, o Comércio obteve aumento de 12,5% nos pedidos de falência, enquanto o setor de Serviços cresceu 10,1%. Para os demais dados, segue o resumo apresentado na tabela 3 abaixo:

Metodologia

O indicador de falências e recuperações judiciais é construído com base na apuração dos dados mensais registradas na base de dados da Boa Vista SCPC, oriundas dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados.

A série histórica deste indicador se inicia em 2006 e está disponível em:

 http://www.boavistaservicos.com.br/economia/falencias-e-recuperacoes-judiciais/

Comentários

  1. O capitalismo brasileiro, aguarda o presidente retornar do funeral em Portugal, para sepultar suas empresas. Se o presidente quizer também pode comparecer ao funeral dos mortos em rebelião nas cadeias. Ou ainda dos atropelados nas marginais de São Paulo, ou dos não atendidos nos serviços de saude, ou dos falecidos por inanição por desemprego, ou..... porra! elegi um Presidente da Republica, e me entregaram um agente funerário? Sacanagem!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…