Pular para o conteúdo principal

Fim da internet ilimitada fortalece a Globo, o cartel da comunicação - e a inflação


O fim da internet ilimitada, anunciado pelo ministro das Comunicações (sic), Gilberto Kassab, não vai afetar apenas o público em geral, que paga caro pelo serviço de banda larga, e é formado majoritariamente pela classe média que apoiou o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff - justamente ela, que vetou o plano das operadoras de impor limites ao uso de dados...

Além desses consumidores, vamos dizer assim, do varejo, essa turma que usa a internet para lazer, que baixa músicas e filmes, que assina o Netflix, que curte vídeos no Youtube, que não sai do Whatsapp, que não vive sem frequentar as redes sociais, ou a usa como ferramenta indispensável em seu home office, há o grande consumidor, que também será prejudicado com a imposição de limites.


E quem são esses grandes consumidores da internet?

Vamos lá: bancos, comércio em geral, setor de serviços, indústria...

Hoje, por exemplo, todos os hotéis e pousadas oferecem internet "grátis" a seus hóspedes.

Todos os bancos, todas as lojas, todas as companhias aéreas, todo mundo depende da internet.

E será que, com as operadoras cobrando mais, os nossos competentes empresários não vão repassar o custo do aumento da tarifa da internet para os consumidores?

Essa é uma pergunta que nem deve ser feita...

O resultado inevitável será mais inflação, que num ambiente recessivo forma um coquetel intragável.

O governo do Dr. Mesóclise e seu bando de picaretas, com essa medida, beneficia não só as operadoras de telefonia, mas também as emissoras de televisão, principalmente a maior delas, a Globo, que nos últimos anos sofre com o avanço do Netflix e Youtube e vê a sua audiência diminuir.

E mais: impede que a internet se fortaleça como mídia capaz de se contrapor ao cartel que domina a comunicação - e a informação - no Brasil.

É uma ação, como se dizia antigamente, que mata vários coelhos com uma só cajadada. (Carlos Motta)

Comentários

  1. Do jeito que o governo do mesóclise arranja inimigos,é claro que não vai terminar bem. Quando menos esperar, será um coelho morto com várias cacetadas.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…