terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estradas cada vez mais vazias, o retrato do Brasil Novo

É impressionante o número de notícias ruins que o Brasil Novo, do Dr. Mesóclise e seu bando de picaretas, consegue produzir. A continuar nesse ritmo, em breve o país desaparecerá, soterrado pela incompetência, vilania e maldade de seus governantes. E, pior de tudo, não há nenhum sinal à vista de que a situação vai melhorar. Pelo andar da carruagem, nem a Rede Globo será capaz de fazer o povo acreditar que vivemos, como dizia o Dr. Pangloss, no melhor dos mundos.

O último desastre se refere ao Índice ABCR de atividade, que mede o fluxo de veículos nas estradas privatizadas e é produzido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada: ele apresentou queda de 3,6% em 2016, na comparação com 2015. Nessa mesma base de comparação, o fluxo de veículos leves caiu 2,8% e o de pesados 6,0%.


“O menor desempenho do fluxo de veículos leves ao longo de 2016 está associado à intensificação do processo de deterioração do mercado de trabalho”, afirma Rafael Bacciotti, economista da Tendências. “Por sua vez, o fluxo de veículos pesados fecha o segundo ano consecutivo de retração do indicador. Isso está associado à perda de dinamismo da produção industrial”, ressalta.

Segundo as projeções de Bacciotti, “o cenário prospectivo de lenta recuperação da atividade econômica e do mercado de trabalho deve seguir limitando o desempenho do fluxo de veículos leves nas primeiras apurações de 2017, embora há uma perspectiva favorável, em compasso com o cenário de estabilização da atividade econômica”.

Não custa lembrar que a Tendências é uma das "consultorias" mais alinhadas com o pensamento neoliberal e, portanto, qualquer declaração que venha de lá é suspeita. Um de seus fundadores é o notório Maílson da Nóbrega, o ex-ministro da Fazenda que conseguiu a façanha de levar a inflação a mais de 80% mensais - um fenômeno.

Em relação aos veículos pesados, o economista da Tendências se supera em seu otimismo e diz que “apesar do dinamismo industrial limitado no curto prazo, espera-se que a estabilização macroeconômica do país com a consequente redução dos juros, melhora na percepção de riscos (?) e retomada da confiança (???), induza uma moderada recuperação dos setores industriais e influencie positivamente os resultados ao longo de 2017".

Na comparação com o mês de novembro, o Índice ABCR de dezembro registrou crescimento de 1,0%, considerando ajustes sazonais. Nessa mesma base de comparação, o fluxo de veículos leves aumentou 0,7% e o de pesados 4,8%.

Em relação a dezembro de 2016 sobre dezembro de 2015, o índice total caiu 1,7%. Nessa mesma base de comparação, o fluxo de veículos leves e pesados apresentou queda de 1,3% e 3,5%, respectivamente.

Um comentário:

  1. Do jeito que vão as coisas, a "Tendências" é voltar-mos ao tempo das carroças. Puxadas por empresários falidos. É bom êles irem treinando a fazer côcô andando, como os burrinhos faziam naqueles tempos. Lembra Motta? Vai me dizer que você não era nascido?

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