sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Atividade econômica segue fraquinha, fraquinha


A Agência Brasil, que virou uma espécie de produtora de press releases do governo federal, dá como manchete em seu site que a "atividade econômica cresce em novembro, após 4 meses consecutivos de retração", num tremendo esforço para irradiar otimismo.

A notícia tem como base o IBC-Br, índice produzido pelo Banco Central. É interessante notar que outras informações sobre o desempenho da economia brasileira ficaram no meio da matéria: na comparação entre novembro de 2016 e novembro de 2015, houve queda de 2% na atividade econômica. No ano acumulado do ano, o IBC-Br acusa queda de 4,59% e, em 12 meses encerrados em novembro, retração de 4,76%, nos dados sem ajuste.

Mas vamos cair na real: o crescimento de 0,2% foi registrado num mês em que a indústria, tradicionalmente, aumenta a sua produção para suprir as encomendas de fim de ano.

Ou seja...

Outra notícia econômica, bem menos otimista, está escondida no site da Agência Brasil: "FGV indica continuidade da estagnação econômica em patamar negativo".

Essa sim, reflete um pouco a realidade do país.

E merece ser transcrita na íntegra:


O indicador que monitora o comportamento do Produto Interno Bruto do país pela Fundação Getúlio Vargas (Monitor do PIB-FGV de janeiro), divulgado hoje (13),  mostra crescimento de 0,67% em novembro na comparação com outubro.

Apesar do resultado positivo, a taxa trimestral móvel do Monitor do PIB-FGV, também de novembro, sinaliza recuou de 0,87% na comparação com o trimestre imediatamente anterior (junho, julho e agosto).

Na avaliação dos economistas da FGV, apesar do crescimento de novembro frente a outubro, a economia brasileira “continua estagnada em patamar bastante negativo”.

Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Claudio Considera, isto acontece porque “os dois principais componentes da demanda - que poderiam ser os motores para a recuperação econômica do país -, consumo das famílias e formação bruta de capital fixo, têm apresentado, regularmente, taxas de variação negativas ao longo dos últimos trimestres”.

Taxas menos negativas

A publicação da FGV indica que a taxa acumulada em 12 meses do PIB (a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) continua apresentando taxas menos negativas, tendo fechado no acumulado até novembro em -4%, a taxa menos negativa ao longo de 2016.

A FGV alerta para o desempenho de quatro componentes, em particular, que apresentaram taxas acumuladas em doze meses maiores em cerca de 1 ponto percentual em novembro comparativamente a outubro: transformação (de -7,3% para -6,3%); comércio (de -7,8% para -6,9%). Formação Bruta de Capital Fixo (de -12,5% para -11,5%); e a de importação (de -14,0% para -12,9%).

O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume. Ele foi criado para prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um comentário:

  1. Não adianta. A economia tá com boncrite, tosse e catarro. É a friagem dos juros e a poluição governante.

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