Pular para o conteúdo principal

Voar é para os ricos


O governo do Brasil Novo está à toda em sua patriótica missão de colocar o zé povinho em seu devido lugar.

Onde já se viu, por exemplo, pobre querer viajar de avião?

Felizmente, tudo está voltando ao que era antes de os petralhas arruinarem este lindo, pacífico e progressista país.

A Gol Linhas Aéreas, maior grupo brasileiro de serviços de transporte aéreo e viagens, acaba de divulgar seus resultados de novembro, muito animadores para quem apoia incondicionalmente o extenuante trabalho a que se propôs o Dr. Mesóclise.

Alguns destaques do relatória da companhia:


O volume de decolagens no sistema total reduziu-se 19,4% e o total de assentos disponibilizados ao mercado recuou 19,0% no mês de novembro. No acumulado de 2016, o volume de decolagens e o total de assentos decresceram 17,0% e 16,7%, respectivamente.

A oferta no mercado doméstico reduziu-se 4,9% em novembro comparado ao mesmo período de 2015. No acumulado do ano até novembro, a capacidade reduziu 5,4% frente aos 11 primeiros meses de 2015.


A oferta e a demanda da Gol no mercado internacional em novembro de 2016 reduziram-se 17,0% e 9,9%, respectivamente, levando a taxa de ocupação para 75,9%, aumento de 6,0 p.p. em relação ao mesmo período de 2015. No acumulado do ano, a oferta apresentou queda de 17,6%, enquanto que a demanda recuou 14,2%, o que resultou em uma taxa de ocupação 3,0 p.p superior e registrando 74,6%.

Comentários

  1. Na minha opinião, a culpa é do marketing cafona :"ponte para o futuro". O governo precisa inventar uma coisa mais descolada tipo: "passarela para gloria e o explendor". Assim talvez nossos empreendedores se animem, e abram mais saunas gay e animem a economia. É preciso sensibilidade, para perceber o recado da fiesp: "os coxinhas não querem mais ser coxinhas.Querem sair do armário e ser patinhos amarelinhos. Que lindoooooo!!!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…