segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

E o Brasil optou por ser uma Libéria


Construir leva tempo, destruir, não, ensina a sabedoria popular.

O golpe foi dado para, entre outros objetivos, acabar com o Estado de bem-estar social propugnado pela Constituição de 88 e que os trabalhistas tentavam instituir de fato no país.

Em poucos meses os golpistas desmontaram grande parte do arcabouço que erguia um sistema social e econômico que pretendia aproximar o Brasil das nações mais avançadas do planeta, ao mesmo tempo em que sinalizaram que querem redobrar os esforços para pôr abaixo tudo que não lembre o mais descarado mercadismo.


O fato é que, a continuar nesse ritmo alucinado, em poucos meses o Brasil estará em frangalhos, reduzido a escombros.

A letargia que se observa hoje na maior parte da população, aceitando passivamente todas as desgraças que se anunciam, não vai durar para sempre.

Uma hora ou outra, num futuro próximo, as pessoas vão sentir na carne o que é viver - ou sobreviver - no chamado "Estado mínimo", esse que cobra, e muito caro, tudo que hoje, bem ou mal, é garantido como direito do cidadão - saúde, educação, aposentadoria...

Os poucos mais de dez anos de governos trabalhistas foram, ao menos, suficientes para mostrar que integrar o grupo das nações mais avançadas, social e economicamente, do planeta, e se tornar uma Suécia, uma Noruega tropical, não é apenas um sonho, mas uma meta perfeitamente alcançável.

Os poucos meses de governo golpista, porém, estão ensinando que o país, a depender dos endinheirados de sempre, nunca deixará der ser um gigante bobo, uma colônica americana, uma república de bananas.

Uma nação em que 10% da população viverá na Suécia e 90% na Libéria. (Carlos Motta)

Um comentário:

  1. 10% na Suecia não. 10% na Libelula. A grande nação gay do planeta. Falta só combinar com os Russos. Ja dizia Garrincha.

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