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Microempresa foge de empréstimos e investimentos

MPEout2
A crise provocada pelo governo do Dr. Mesóclise e seu bando de picaretas está afetando profundamente um dos pilares da economia brasileira, os micros e pequenos empresários: dados do indicador mensal calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostram que a intenção desse segmento de procurar crédito pelos próximos 90 dias caiu 6,76% em outubro, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 12,26 pontos na escala que varia de zero a 100. 

Quanto mais próximo de 100, maior é a propensão desses empresários a procurarem crédito e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados para os seus negócios. 

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, os empresários estão preferindo não assumir compromissos de longo prazo, tendo em vista os juros em níveis elevados e a pouca disposição dos brasileiros em consumir. “Nem mesmo a proximidade de fim de ano, período em que o consumo tende a aumentar e requer mais investimentos, tem sido o suficiente para os micro e pequenos empresários tomar crédito”, explica Pinheiro. 


De acordo com o levantamento, em termos percentuais, somente 5,90% dos micros e pequenos empresários das capitais e do interior do país manifestam a intenção de buscar crédito no horizonte de três meses. Nove em cada dez (88,2%) empresários consultados não possuem interesse em contratar qualquer linha de financiamento para seus negócios. “As condições macroeconômicas adversas e a ainda frágil perspectiva de que recuperação em 2017 reforçam a reticência do micro e pequeno empresariado brasileiro diante do cenário de recessão”, diz o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Outro indicador apurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de intenção de investimentos das micros e pequenas empresas. Nesse caso, houve uma queda de 14,68% na comparação entre outubro deste ano com o mesmo mês de 2015. Na escala do indicador, que varia de zero a 100, ele passou de 29,89 pontos para 25,50 pontos em 12 meses. Já na comparação mensal, a alta observada foi de 5,59%, uma vez que o índice cresceu de 24,15 para os atuais 25,50 pontos na escala. 

Em termos percentuais, os que não pretendem investir somam 71,7% do total. Entre esses entrevistados, a maior parte justifica-se dizendo não ver necessidade de investir (52,1%). Para 22,3%, a razão é que o país ainda não saiu da crise, enquanto 12,5% dizem ter investido recentemente e que aguardam o retorno do investimento.

Comentários

  1. Enquanto as microempresas fogem do crédito, nós o povo, fugimos do assaltante, da bala perdida, do mosquito da dengue, do cunhado desempregado, do agiota, da sogra mal encarada e do malvado chefe do departamento de pessoal etc... Ufaa!

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