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Inflação gostou do Brasil Novo

Nem a recessão e nem os juros mais altos do planeta são capazes de derrubar a inflação no país. Parece que ela gostou tanto do Brasil Novo que pretende crescer com ele...

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, aumentou na terceira quadrissemana do mês, passando de 0,02% para 0,18%. O avanço foi puxado, principalmente, por três dos sete grupos pesquisados: transportes (de 0,50% para 0,57%), despesas pessoais (de 0,28% para 0,64%) e habitação (de 0,06% para 0,15%).

Além disso, o grupo alimentação voltou a apresentar recuo médio menos expressivo (de -0,88% para -0,52%). Na primeira prévia do mês, os preços dos itens alimentícios tinham caído em média 1,02%. Entre os produtos que mais subiram estão a carne bovina (média de 2,63%) e os derivados do leite (0,92%).

Já o Índice de Preços ao Produtor (IPP), produzido pelo IBGE, e que mede a variação de preços de produtos industrializados na saída das fábricas, ficou em 0,47% em setembro deste ano. A taxa veio depois de duas deflações (quedas de preços), em julho e agosto. O IPP acumula deflação de 0,46% no ano e inflação de 0,52% no período de 12 meses.


Entre as quatro grandes categorias econômicas, apenas os bens de consumo duráveis tiveram deflação em setembro (-0,15%). A maior taxa de inflação ficou com os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, que registraram uma alta de preços de 0,93% no mês.

Os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados do setor produtivo, tiveram inflação de 0,62%, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis registraram um aumento de preços de 0,22%.

Analisando-se os 25 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, foi observada alta de preços em 15 delas, com destaque para as indústrias extrativas (8,19%), alimentos (0,94%) e outros produtos químicos (0,76%). Por outro lado, houve deflação em dez setores, com destaque para metalurgia (-1,24%). 

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