quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Importações despencam no Brasil Novo

O saldo da balança comercial em setembro apresentou superávit de US$ 3,803 bilhões frente a um saldo de US$ 2,946 bilhões no mesmo mês de 2015. As exportações registraram US$ 15,790 bilhões, o que representa um recuo de 2,2% no valor quando comparado com o ano passado. Deste valor, US$ 6,548 bilhões (-8,6%) corresponderam a exportação de produtos básicos, US$ 2,728 bilhões (19,8%) a produtos semimanufaturados e US$ 6,136 bilhões (-3,1%) a produtos manufaturados.

Pelo lado das importações, o montante ficou na ordem de US$ 11,987 bilhões, apresentando queda de 9,2% frente ao mesmo mês de 2015. Deste montante, US$ 1,224 bilhão (-28,3%) é referente ao grupo de bens de capital, US$ 7,767 bilhões (-2,3%) a bens intermediários, US$ 1,984 bilhão a bens de consumo (-10,1%) e US$ 1,091 bilhão (-23,7%) a combustíveis e lubrificantes. 

Em uma ótica do saldo acumulado, a balança comercial registrou superávit de US$ 36,175 bilhões. No mesmo período de 2015, a balança comercial obteve um superávit de US$ 10,252 bilhões. Cabe notar que as exportações, em 2016, registraram o valor de US$ 139,361 bilhões, ou seja, queda de 4,6% frente a 2015. As importações por sua vez somaram US$ 103,186 bilhões, retração de 23,9% sobre igual período do ano passado. 

A média diária das exportações atingiu US$ 751,9 milhões (2,2% inferior ao mesmo mês do ano passado), enquanto importações registraram US$ 570,8 milhões (queda de 9,2% quando comparado com o mesmo mês de 2015). Quanto a média diária do saldo comercial, no mês foi de US$ 181,1 milhões, 29,1% maior que o do último mês de setembro, de US$ 140,3 milhões. 

O que a análise acima mostra particularmente é a forte retração das importações. Esta pode ser tanto consequência do arrefecimento do quadro de crise econômica quanto um reflexo da forte apreciação da taxa de câmbio dos últimos meses, que retirou força do processo de substituição de importações da economia e, ademais, solapou uma importante fonte de dinamismo das exportações. (Igor Rocha, economista/Fundação Perseu Abramo)

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