quarta-feira, 26 de outubro de 2016

E o desemprego vai se aprofundando...


Os Dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho apontam a continuidade na trajetória de recuo de perda de postos de trabalho com carteira assinada no país, contrariando os profetas do Brasil Novo. 

Os dados do mercado formal em setembro demonstram uma perda de 39.282 postos de trabalho. Com relação ao estoque do mês anterior, houve um recuo de 0,10%, chegando a 39,0 milhões os vínculos trabalhistas no país. O resultado de setembro originou-se de 1.142.797 admissões e de 1.182.079 desligamentos. 

No acumulado do ano, a queda registrada no emprego atingiu o montante de -683.597 postos de trabalho, equivalente ao declínio de 1,72%, e, nos últimos doze meses, verificou-se redução de 1.599.733 empregos, representando uma variação negativa de 3,94%.


Dois setores apresentaram saldos positivos, o da Indústria de Transformação que criou 9.363 postos (0,13%) e o Comércio com geração de 3.940 postos (0,04%). O desempenho do setor da Indústria de Transformação deveu-se principalmente à expansão na Indústria de Produtos Alimentícios (que foi o destaque, com +15.231 postos ou +0,80%), na Indústria Química, (+1.849 postos ou +0,20%) - impulsionada pela fabricação do álcool; na Indústria de Calçados, (+1.354 postos ou +0,44%); e Indústria Têxtil, (+1.304 postos ou +0,44%).

No Comércio, a geração positiva de empregos foi impulsionada pelo ramo Varejista, que sozinho gerou 5.293 novos postos de trabalho.  Também merece destaque o saldo positivo nos Serviços Médicos e Odontológicos, com 4.291 novos empregos e no Ensino, que garantiu a criação de 3.189 novos postos.

Os resultados negativos foram verificados na Construção Civil (-27.591 postos), seguido pelo setor de Serviços (-15.144 postos).

Apenas em duas regiões do paíso  saldo foi positivo. No Nordeste houve um saldo  de 29.520 novos postos, ou 0,46%, em função das atividades ligadas à cadeia de produção e beneficiamento da cana de açúcar e às atividades de Cultivo de Uva. No Sul, foram 1.135 novos empregos, resultado impulsionado pela indústria têxtil em Santa Catarina e do Paraná.

Verificou-se queda no estoque de emprego no Sudeste (-63.521 postos ou -0,31%), Centro-Oeste (-5.374 postos ou -0,17%) e Norte (-1.042 postos ou -0,06%).

Entre os Estados, Pernambuco foi onde mais se criou emprego, com 15.721 novas vagas, com destaque na Indústria de Produtos Alimentícios, com 6.774 novos postos. Em Alagoas houve criação de 13.395 empregos, impulsionado também pelo desempenho positivo da Indústria de Produtos Alimentícios (+11.035 postos).

As quedas foram mais expressivas no Rio de Janeiro (-23.521 postos), prejudicado pelos serviços de Comércio e Administração de Imóveis, e São Paulo (-21.853 postos), em razão do desempenho negativo da Construção Civil (-9.291 postos).

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