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Bye, bye, Petrobras


A Petrobras sempre foi um antro de corrupção. Delações de ex-funcionários da empresa, que segundo o justiceiro do Paraná não vêm ao caso, são prova disso. Paulo Francis, aliás, morreu em decorrência de denúncias de corrupção na estatal lá nos anos 90. 

Os governos do PT não interromperam a sangria, pelo contrário, continuaram irrigando. Mas foi no governo petista que o Ministério Público e o Judiciário tiveram liberdade de investigar as graves denúncias. 

Em governos anteriores, tudo foi varrido pra debaixo do tapete. Foi no governo Dilma que a corrupção na Petrobras veio ao conhecimento do grande público, empresários foram presos, executivos de alto escalão foram condenados, assim como políticos graúdos, incluindo do partido da presidenta. Coisa inédita na história do Brasil.

 E o que o país faz? 

Dá um golpe pra derrubar o governo. E coloca no lugar um presidente ficha-suja que escala em seu ministério vários políticos denunciados por corrupção. 

O Legislativo, cúmplice e ator do golpe, aprova o projeto de um senador golpista que prevê a entrega do pré-sal aos estrangeiros. Até então, a lei dizia que uma parcela da exploração tinha que ser da Petrobras. E que parte dos recursos dali extraídos iriam pra educação. 

Até então, para trabalhar nas operações do pré-sal, a Petrobras contratava fornecedores brasileiros, que geravam empregos a brasileiros, impostos ao governo brasileiro. Isso acabou. Os fornecedores e os royalties das empresas exploradoras passarão a ser gringos. Os empregos idem. 

Enquanto isso, a Petrobras, a nossa maior empresa, agora limpa de corrupção, entrega aos gringos todo o investimento feito ao longo dos anos em tecnologia de exploração em águas profundas. E o pior: sob o aplauso dos idiotas, dos aproveitadores, dos ingênuos e dos golpistas de sempre. (Mario Rocha, jornalista)

Comentários

  1. É isso aí meu caro. Essa raça de vigaristas antipatriotas vai passar o rodo e se encher de grana. Só um milagre salva o País da bancarrota. Que Deus nos ajude e proteja os indefesos.

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