Pular para o conteúdo principal

A economia do Brasil Novo, em frangalhos


Agosto é o mês do desgosto. 

Passei minha infância ouvindo isso.

Então vamos a alguns números da economia brasileira relativos a agosto, depois de três meses de governo golpista. Os números foram divulgados nos últimos dias.

1) Queda de 3,8% da produção industrial em relação a julho, a maior queda desde 2012, interrompendo uma sequência de cinco meses com resultados positivos.

2) Dívida líquida do setor público chegou a 43,3% do PIB em agosto, a maior desde maio/2008.

3) Déficit primário do setor público de R$ 22,267 bilhões, o pior número para o mês da série histórica iniciada em dezembro de 2001.

4) Desemprego de 11,8% no trimestre encerrado em agosto (Pnad), a maior taxa desde o início da série em 2012. No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego foi de 8,7%.

5) Valor médio dos rendimentos do brasileiro caiu 1,7% no trimestre encerrado em agosto. O número de empregados com carteira assinada caiu 1,3 milhão.

6) Arrecadação de tributos federais caiu 10,12% em agosto, o pior resultado para o mês desde agosto de 2009.

7) Déficit do governo central em agosto teve o pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 1997.

Pesquisa Ibope divulgada ontem (terça-feira) aponta que 24% dos entrevistados consideram o governo golpista melhor do que o governo eleito de Dilma. 31% consideram o governo Dilma melhor. 38% não souberam responder.

O golpista disse que "recebeu o país" com essa herança negativa na economia. É o estilo dele de sempre tirar da reta. Foge na Olimpíada, foge no 7 de Setembro, foge no dia da eleição. Só não foge dos bastidores. Se ele considera que era apenas um vice decorativo nos últimos seis anos, posso facilmente concluir que ele ficou esses seis anos sem fazer porra nenhuma, só usufruindo das benesses do cargo, todas pagas com o nosso suado dinheirinho.

O que pensar de um cara desse? E daqueles que o apoiam? 

(Mario Rocha, jornalista)

Comentários

  1. O cara parece relações publicas da maior máfia de picaretas do planeta. É assim que o mundo civilizado olha quem não respeita seu mandato. Se fosse sério, teria rejeitado essa condição em que se encontra. Traira.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…