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Repressão e perseverança


A repressão violenta da Polícia Militar contra as manifestações absolutamente constitucionais, ou seja, legais, em repúdio ao governo golpista e a favor da volta da democracia, sinalizam o que o país vai viver a partir de agora.

A sociedade brasileira já se encontra profundamente dividida entre uma classe média que não foge do figurino histórico de se vestir do mais profundo preconceito e reacionarismo, sempre temerosa de perder seus poucos privilégios, forças progressistas, e uma imensa massa de manobra de políticos, "religiosos" e toda sorte de picaretas, incluindo os meios de comunicação, controlados por meia dúzia de famílias que acreditam estar vivendo na fase do pré-capitalismo.

O governo (sic) do Dr. Mesóclise não tem outra saída para se manter a não ser a da via da mais bárbara repressão a qualquer ato contestatório. 

O recado foi dado já na primeira reunião do bando - é impressionante como o termo golpistas incomoda aquela gente...

Para a oposição resta perseverar, convocar mais manifestações, atuar politicamente em bloco, como parece ser a intenção de suas principais lideranças.

O importante é não esmorecer, ocupar todos os espaços possíveis, não descartar nenhuma forma de atuação, e, principalmente, não esquecer que o inimigo é poderoso, impiedoso e sem nenhum escrúpulo.

Afinal, só obtiveram a vitória que hoje saboreiam justamente porque agiram criminosamente, atropelando leis e a própria Constituição, com o beneplácito de amplos setores do Judiciário e Ministério Público e total engajamento da imprensa. 
Carlos Motta)

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