Pular para o conteúdo principal

Número de títulos protestados dispara no Brasil Novo

Tem hora que nem as assessorias de imprensa conseguem disfarçar a realidade. É o caso do release distribuído para a Boa Vista SCPC: total de títulos protestados aumentou 27,9% no ano em relação a 2015,  e incríveis 51,6% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

É, quando se vê os números friamente, não dá para esperar nada deste Brasil Novo dos golpistas...

A íntegra do release é a seguinte:

Títulos protestados acumulam alta de 27,9% no ano, segundo Boa Vista SCPC

O valor médio dos títulos protestados foi de R$ 3.928 em agosto de 2016

De acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o número total de títulos protestados no país aumentou 27,9% no acumulado de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na comparação interanual, os títulos protestados subiram 51,6% e 18,1% em relação ao mês anterior. O valor médio dos títulos protestados para o mês de agosto de 2016 foi de R$ 3.928.

A tabela 1 apresenta o resumo dos dados.


Títulos protestados de empresas por regiões

Quando analisados apenas os títulos protestados das empresas, no acumulado do ano o crescimento foi de 9,1%. Na variação interanual houve alta de 33,2% e na comparação mensal o aumento foi de 21,9%. A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (59,0%), seguida das regiões Sul (18,1%), Centro-Oeste (10,2%), Nordeste (8,4%) e Norte (4,3%).

No acumulado do ano, a região Sudeste foi a que obteve o maior crescimento, de 16,5%. A região Sul, por sua vez, foi a que registrou maior queda (-1,5%).

Na comparação interanual, a região Centro-Oeste foi a que obteve maior crescimento (57,5%). Na variação mensal, o Centro-Oeste também foi destaque, com aumento de 77,8%.

O maior valor médio dos títulos protestados em agosto foi na região Centro-Oeste (R$10.136), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 5.557. A tabela 2 mostra as variações nos protestos de títulos para as pessoas jurídicas entre as regiões do país para os diferentes períodos.


Nota metodológica

O indicador de títulos protestados da Boa Vista SCPC mostra a evolução da quantidade de registros de débitos decorrentes de protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/titulos-protestados/

Comentários

  1. Só podia dar nisso. A caca vai feder. Só botando pregador no nariz!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…