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E agora, quem vai acreditar que o Brasil é um país sério?



O mundo começa a se informar sobre como funcionam o Executivo, o Legislativo e o Judiciário brasileiros.

Durante uma década, de 2003 até a maciça campanha de desestabilização do segundo governo Dilma, o mundo foi capaz de se surpreender com o Brasil.

Chegou a admirar a sua jovem democracia, as conquistas sociais e econômicas.

Mesmo os países ricos olhavam com indisfarçável inveja o rápido desenvolvimento da imensa nação de 200 milhões de habitantes - um pujante mercado consumidor à espera de desbravadores.

E eles vieram, muitos, para investir em diversos setores da economia.

A sabotagem promovida pelos golpistas interrompeu o crescimento do país.

Os golpistas falam agora que estão recuperando a confiança dos investidores, principalmente dos estrangeiros.

Mas como isso será possível, já que a imagem que passam ao mundo é de que aqui uma presidenta honesta foi afastada do cargo por um grupo de políticos ladrões, com a cumplicidade do Judiciário?

Qual investidor sentirá alguma segurança em arriscar-se por estas terras, sabendo que aqui quem manda são políticos corruptos, e os tribunais proferem sentenças de acordo com as suas conveniências?

Quem será louco o suficiente para ousar pôr de pé algum projeto vultoso, sabendo que ele poderá ser destruído por um concorrente que seja "amigo" de um juizeco qualquer dos cafundós?

O golpe, se foi fatal para as pretensões de se estabelecer uma democracia verdadeira no Brasil, acabou também com o respeito que o país começava a impor internacionalmente.

Voltamos a ser o que sempre fomos, o clichê do "país do futuro", do carnaval, das mulatas e do futebol, dos corruptos, da violência, da miséria, da desigualdade, da república das bananas, da colônia norte-americana - o retrato acabado do Terceiro Mundo.

Para isso servem os golpes de Estado, para isso servem as ditaduras - para destruir as esperanças e esmagar os sonhos. (Carlos Motta)

Comentários

  1. A historia se repete. O Povo Brasileiro constroi, e a bandidagem na tocaia da maquina publica, passa a mão na grana. Calhordas.

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