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Domingo, na Paulista: mais um "fora, Temer"


Movimentos populares realizam no domingo, dia 11 de setembro, a partir das 14 horas, mais um grande ato público contra o governo golpista. A manifestação vem sendo convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e a concentração está marcada em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Segundo o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, o povo não sairá das ruas enquanto Temer e a "sinistra quadrilha de golpistas que assaltou o Palácio do Planalto" não forem afastadas do poder. Ele também defende que a soberania popular decida os rumos do país por meio de eleições diretas.

"Ao contrário do que cinicamente propaga seu governo ilegítimo, embora tenha o apoio da burguesia e do imperialismo, Temer no poder não significa pacificação nacional, mas radicalização da luta política. A pacificação nacional só será alcançada quando o povo reconquistar o sagrado direito de definir o destino do país através do voto."

Já o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, afirmou no ato de quinta-feira (8), em São Paulo, que os movimentos sindical e sociais continuarão organizando manifestações por todo o Brasil. Mas que agora é momento de parar a produção "neste golpe que carrega em si interesses capitalistas e que mira a soberania nacional", indicando a disposição de se organizar uma greve geral contra o governo golpista.

O coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, enfatizou que as organizações estão nas ruas há 10 dias e, desde a consumação do golpe, as manifestações se intensificam.  “Eles achavam que aquela votação encerraria a história, que o Senado vota e o povo aceita. Achavam que a maioria do povo brasileiro iria aceitar a legitimidade de um Congresso corrupto e sem-vergonha para decidir os destinos do país. Mas mostramos que eles estavam enganados”, disse.

Segundo Boulus, uma coisa é Temer ter governabilidade na Câmara e no Senado, outra é ter governabilidade nas ruas. “Ele provocou dizendo que as manifestações eram de 15, de 18, de 40. Nossa resposta foi ter colocado 100 mil pessoas na Avenida Paulista. Esse cidadão não pode nem ir à feira porque lá estará o povo brasileiro para colocar ele no seu devido lugar”, garantiu.

Vagner também lembrou que os golpistas querem votar nos próximos dias a terceirização ilimitada e entregar o pré-sal para o exterior. No dia 12, atentou ainda para a votação do impeachment de Eduardo Cunha.  “Vamos a Brasília impedir o saqueamento do povo brasileiro.” (Foto: Paulo Pinto/Agência PT)

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