quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O prazer da traição


A mais incrível patifaria, das tantas que o golpe de Estado para apear a presidenta Dilma da chefia do Executivo revelou, foi, na minha modesta opinião, o comportamento do vice, esse homúnculo que se esconde em frases feitas abundantes de ultrapassadas mesóclises.

É estarrecedor constatar que, em nenhum momento do processo ele tenha sequer fingido uma atitude, perfeitamente normal na situação, de distanciamento na preparação e execução do "putsch" tupiniquim.

Ao contrário, fez questão de se mostrar um dos mais ativos conspiradores, participando desenvoltamente de todas as ações conspiratórias.

Agiu como se a traição que cometeu fosse algo totalmente irrelevante, até mesmo comum, de importância menor.

Ao desnudar publicamente, sem nenhum pejo, a sua falta de caráter, ao mesmo tempo que se cercava de outros tantos iguais ou piores, o Dr. Mesóclise teve uma atitude raras vezes vista na história do país: traidores sempre os houve, mas não traidores que tiveram prazer de revelar a todos o que são.

O Dr. Mesóclise e sua patética corte de desclassificados intelectuais, morais e éticos, certamente, algum dia, vão ser objeto de estudos científicos não apenas sociológicos, mas principalmente comportamentais, psicológicos e biológicos, para determinar se, afinal, podem ser classificados como pertencentes à espécie humana ou são produto de alguma degenerescência evolutiva.

2 comentários:

  1. Sem dúvida um "traira estilo barroco". Irch!!!

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  2. Queria também entrar num túnel do tempo só para ver como essa figura vai entrar para a história.
    Tenho que ele vai virar sinônimo de trairagem: "fulano temerou sua mulher"; "fui temerado lá no serviço"; "nunca vi temeragem maior"; "perdoa-me por me temerares, a nova canção de Chico Buarque", e por aí vai.
    Calabar e Joaquim Silvério dos Reis estão com seus dias contados.

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