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O mercado de trabalho nos governos do PT: da inclusão à recessão

Artigo de Maria Cristina Cacciamali e Fabio Tatei publicado na revista Estudos Avançados analisa a trajetória do mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos. 

O artigo parte dos primeiros anos da década de 2000 no Brasil. 

Para os autores, o crescimento econômico sustentado, o aumento de empregos formais pouco qualificados, a expansão da oferta de trabalho com maior escolaridade e o aumento do salário mínimo real contribuíram para o estreitamento dos diferenciais de salários e a desconcentração da renda do trabalho, também com grande importância dos programas sociais.

A crise mundial traz impactos negativos relativamente moderados no Brasil se comparados ao resto do mundo, em especial pela aplicação de políticas anticíclicas no país, com o objetivo de fomentar o consumo, investimento e crédito, aumentar o financiamento de longo prazo para o setor produtivo e expandir os gastos de investimento do governo em infraestrutura. 

A recuperação pós-crise foi rápida e a geração de emprego formal entre 2010 e 2013 foi ainda mais vigorosa do que no período 2004-2008, continuando o processo de redução da informalidade no mercado de trabalho e de elevação real do rendimento do trabalho.

Os primeiros indícios de recessão econômica surgiram em 2014, durante o governo de Dilma, mas apenas em 2015 os impactos negativos sobre o mercado de trabalho se aprofundaram, repercutindo na elevação da taxa de desocupação e da informalidade, com impactos sobre a distribuição da renda.

Os autores classificam os anos 2015 em diante como uma das mais acentuadas recessões econômicas da história do Brasil, com impactos graves no mercado de trabalho. (Ana Luíza Matos de Oliveira, economista/Fundação Perseu Abramo)

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