domingo, 21 de agosto de 2016

O latido do vira-lata


A Copa do Mundo de futebol, disputada em 2014 no Brasil, foi um sucesso.

A Olimpíada de 2016, disputada no Rio de Janeiro, foi um sucesso.


Os dois megaeventos, muito além do esporte, são de dificílima organização, exigem altos investimentos, expertise em vários campos, e extremo profissionalismo.

A imprensa brasileira, nos dois casos, profetizou o caos e encarnou como poucas vezes visto o vira-latismo que grande parte dos brasileiros faz questão de carregar na alma. 

O Brasil é isso: uma nação capaz de executar os mais altos feitos, como por exemplo tirar mais de 30 milhões de pessoas da miséria em poucos anos, e ao mesmo tempo abrigar uma gente que não só se incomoda com o desenvolvimento do país, como faz de tudo para que ele não ocorra.

Para eles, o que é bom no Primeiro Mundo é péssimo no Brasil. 

Nunca, para eles, vamos ter a oportunidade de viver numa sociedade sem tantas desigualdades, sem tanto ódio, sem tanto preconceito, sem tantos miseráveis.

Somo um povo, segundo eles, destinado ao fracasso, à ignorância, à dependência, ao eterno vexame de aceitarmos a nossa inferioridade.

Por mais que demonstremos o quanto somos capazes, para eles sempre seremos um pobre de um vira-lata sarnento, a vagar famélico, sujeito aos rigores das tempestades, sem abrigo e sem destino.

Um vira-lata enxotado a pontapés pelos homens de sempre toda vez que se aproxima das mesas fartas em busca de alguma sobra de comida. (Carlos Motta)

Um comentário:

  1. Essa gente que joga contra o Pais, trabalha em causa própria. Sabem que, em um Brasil do Primeiro Mundo, o lugar deles é um só: XILINDRÓ.

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