terça-feira, 30 de agosto de 2016

E lá vai a economia, descendo a ladeira


E a economia segue ladeira abaixo no governo golpista, esse que iria transformar o Brasil numa terra de leite e mel ao simples estalar de dedos do Dr. Mesóclise, o pacificador, esse farol ético e moral para as gerações presentes e futuras, receptáculo de extensivos conhecimentos exclusivos e gerais, conjugador emérito de verbos e excepcional colocador de pronomes.

Seguem abaixo trechos de dois releases que, apesar da ginástica para dizer que tudo está melhorando, apenas mostram como a coisa está feia:

"O número de empresas devedoras ainda é alto, mas pelo quarto mês seguido houve uma desaceleração no crescimento da inadimplência. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 11,61% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

"Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 14,22%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 11,56% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,69% e 9,66%, respectivamente."

........

"De acordo com os dados do varejo apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o Movimento do Comércio caiu 5,1% na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (desde agosto de 2015 até julho de 2016 contra os 12 meses antecedentes). Na avaliação dos dados com ajuste sazonal, julho apresentou retração de 1,5% frente a junho. Já na comparação mensal contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,7%, acumulando no ano 4,9% de queda, mantida a base de comparação.

"Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de Móveis e Eletrodomésticos apresentou queda de 2,8% entre junho e julho, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -6,9%.

"A categoria de Tecidos, Vestuários e Calçados caiu 2,6% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 7,7%.

"A atividade do setor de Supermercados, Alimentos e Bebidas cedeu 0,3% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 4,6%.

Por fim, o segmento de Combustíveis e Lubrificantes subiu 0,5% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,8%."

Um comentário:

  1. Se procurarem a "ponte para o futuro", provavelmente será achada no tumulo de algum empresário que acreditou nesses merdas. Bem feito.

    ResponderExcluir